Por Denise Rohnelt Araujo
Em 24/01/2020

ENTRADA

Olá queridos leitores!

Como estão suas férias? 

Fui conhecer o restaurante Filhote do Pará, da chef Elisângela Valle, ela conseguiu trazer para Manaus os sabores paraenses com alguns toques da sua cozinha, como por exemplo, a unha de caranguejo que é feita com massa de macaxeira e ficou uma delícia. O Filhote na brasa com feijão manteiguinha de Santarém, me levou direto à Belém. Recomendo este prato. Infelizmente não deu para experimentar tudo, mas já sei onde posso matar as saudades das delícias do Pará. Vejam alguns pratos e a bela decoração no Instagram do Letras Saborosas e do restaurante @filhotedopara.

Mudando de assunto, estamos na época do caju, tem tantos caídos na rua, que estão até virando lama. Mas para quem gosta dessa fruta, rica em fibras e vitamina C, a receita de hoje é de Moqueca de caju, do chef Melchior Neto do restaurante Botequim Carioca que fica em Santo André – SP.

O caju em uma receita salgada ao invés de doce e totalmente vegetariana. Que tal experimentar nesse final de semana?

Até a próxima sexta!

PRATO DO DIA

Moqueca de Caju

Por Chef Melchior Neto

INGREDIENTES:
03 cajus
01 pimentão vermelho
01 pimentão amarelo
01 pimentão verde
01 cebola roxa
02 cabeças de alho
01 lata de tomate pelado picado
200 ml de leite de coco
01 colher de azeite de dendê
02 colheres de sopa de azeite
Coentro a gosto
Sal e pimenta do reino a gosto

MODO DE FAZER:

Em uma panela, refogue no dendê e azeite, a cebola e os pimentões fatiados em tiras, em seguida junte o alho até dourar. Coloque o molho de tomate, acerte o sal e a pimenta e deixe apurar por 5 minutos. Coloque o leite de coco e mexa bem. Acomode os filés de Caju e deixe cozinhar por mais 15 minutos. Desligue a panela, coloque coentro picado a gosto, tampe, deixe descansar mais 5 minutos e sirva.


FESTIVAL VER-O-PESO DA COZINHA PARAENSE ACABOU!

Essa semana o Instituto Paulo Martins anunciou o fim do maior e mais antigo evento gastronômico da Amazônia: Ver-o-Peso da Cozinha Paraense. Foram 15 edições que elevaram a cozinha paraense, amazônica e brasileira.

O evento foi idealizado pelo chef paraense Paulo Martins do restaurante Lá em Casa, a sua primeira edição aconteceu no ano 2000, com o objetivo de divulgar e exaltar a variedade de ingredientes e os sabores da culinária regional.

A grande troca de experiência entre os chefs convidados, quer fossem eles brasileiros ou estrangeiros, com a gama de sabores do Pará evidenciou a importância do evento para a cozinha brasileira e levou os nossos ingrediente para além mar.

A família Martins, mesmo depois do falecimento do chef Paulo, continuou com o projeto, que foi de grande importância para a culinária amazônica, mas infelizmente tiveram que anunciar o seu fim.

A última edição foi em 2018 e teve como tema:  “Belém, Marajó, Salgado, Tapajós e Xingu”. Os incríveis sabores do Pará de norte a sul.”

Eu tive a honra de participar do evento por cinco anos e ver a luta de organizar e executar um grande evento como o festival, mesmo com pouco apoio e tendo de colocar dinheiro do bolso.

A decisão de acabar com o festival, deixou tristes muitos cozinheiros, estudantes, gourmets e jornalistas, pois foi um marco para a cozinha amazônica.

Mas hoje, Belém foi nomeada Cidade Criativa da Gastronomia pela Unesco, e tem organizado diferentes eventos gastronômicos na cidade.

O tempo do VOP, como era carinhosamente chamado o festival Ver-o-Peso, acabou, fechou o ciclo. Elevou e levou os ingredientes e sabores do Pará e da Amazônia para o mundo, ficam as lembranças dos melhores encontros gastronômicos entre as boieiras do Mercado Ver o Peso com os chefs de cozinha renomados no jantar das Boieiras; as aulas que despertaram o interesse em tantas pessoas; os eventos paralelos como os chefs na Praça; entre tantos outros momentos memoráveis.

Quero agradecer à família Martins em nome da matriarca Tânia, das filhas Paula, Daniela e Joanna, e de todos que participaram ou contribuíram de alguma forma pela divulgação da culinária amazônica.

Mas a família Martins continua com os projetos no Instituto Paulo Martins, com os produtos da Manioca, com o restaurante Lá em Casa na Estação das Docas e com a mais nova empresa “É pra Levar”, comandada pela chef Daniela Martins.

E assim, elas continuam com a missão de divulgar, apresentar, propagar e tornar acessíveis os sabores da Amazônia, para o Brasil e para o mundo. 

Denise Rohnelt Araujo
jornalista@teste.com.br
http://meusite.com.br
Aqui ficará as informações sobre o colunista e a coluna.
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