
A família de E.S.M, de 40 anos, denuncia demora na liberação do Tratamento Fora de Domícilio (TFD) para que o paciente possa realizar atendimento médico em São Paulo. Segundo a esposa, o paciente aguarda desde dezembro, após ter perdido um dos rins.
O TFD é um benefício nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) destinado a pacientes que necessitam realizar procedimentos em outros estados quando o tratamento não é ofertado no local de origem. Em Roraima, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) atua como porta de entrada e responsável pela operacionalização do acesso ao benefício, reunindo a documentação necessária e encaminhando os processos dentro da rede do SUS.
De acordo com o relato, E.S.M enfrenta um quadro de saúde delicado e necessita de acompanhamento especializado fora do estado. A esposa afirma que, apesar da gravidade da situação, até o momento não houve autorização para a viagem.
“Ele perdeu o rim por falta de medicamento e agora precisa ir com urgência para São Paulo. O TFD não anda, está parado desde dezembro”, afirmou.
A família relata ainda que tem buscado informações junto aos órgãos responsáveis, mas não obtém resposta concreta sobre quando o processo será finalizado.
NOTA
Em nota, a Sesau esclareceu que o Tratamento Fora de Domicílio é uma política nacional, que segue regras e protocolos preconizados pelo Ministério da Saúde. Sobre a demanda, informou que o paciente encontra-se regularmente cadastrado na Central Nacional de Regulação de Alta Complexidade do Ministério da Saúde.
A pasta informou ainda que, conforme registro no processo de TFD, foi feito contato com o paciente no dia 18 de dezembro de 2025 para solicitação de laudo médico atualizado para hemodiálise de trânsito, diante de informação prévia de que ele estaria em Terapia Renal Substitutiva.
Entretanto, segundo a Sesau, foi constatada divergência documental, uma vez que o último laudo apresentado classificava o paciente como pós-transplantado renal, sem comprovação atual da necessidade de hemodiálise.
A secretaria ressaltou que a solicitação de hemodiálise de trânsito exige documentação médica compatível e atualizada, além de prazo mínimo de 10 a 20 dias úteis para análise e liberação. Em razão da ausência da documentação dentro do prazo, não foi possível manter o agendamento previsto para o dia 22 de dezembro de 2025, sendo necessário o reagendamento.
Por fim, a Sesau informou que o paciente compareceu nesta quinta-feira (29) ao setor do TFD para entrega dos documentos solicitados e que, a partir disso, o processo seguirá trâmite conforme as exigências protocolares.