Roupas amontoadas ou desorganizadas podem ser sinal de alerta (Foto: Reprodução)
Roupas amontoadas ou desorganizadas podem ser sinal de alerta (Foto: Reprodução)

Já reparou que algumas pessoas parecem viver com o guarda-roupa constantemente desorganizado, com roupas amontoadas ou espalhadas sem ordem clara? Mais do que uma questão de hábito ou falta de tempo, a psicologia e estudos sobre ambiente e bem-estar sugerem que a desordem física pode estar ligada ao estado emocional da pessoa.

Apesar de muitas pessoas associarem a desorganização apenas a um traço de personalidade ou estilo de vida, a ciência aponta que fatores emocionais podem desempenhar um papel importante. Estresse, sobrecarga de tarefas, falta de energia emocional e até transtornos como o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) podem contribuir para a dificuldade em manter espaços arrumados.

Para muitas pessoas, a relação com a organização é mais complexa do que simplesmente “gostar” ou “não gostar” de arrumar. O alerta surge principalmente quando a resistência à organização começa a gerar mal-estar, sentimentos de culpa ou interferir na vida cotidiana. 

Especialistas em comportamento afirmam que espaços desorganizados podem aumentar níveis de estresse e ansiedade, pois o cérebro tende a perceber o ambiente bagunçado como uma série de tarefas inacabadas, o que pode desencadear uma sensação constante de preocupação e alerta. Pesquisas indicam que a exposição prolongada a ambientes confusos, como um armário abarrotado, pode elevar níveis do hormônio do estresse, o cortisol, e interferir na capacidade de foco e concentração.

Do ponto de vista emocional, a bagunça não é apenas um incômodo visual. Segundo relatórios de psicologia comportamental, viver em um espaço desorganizado está associado a dificuldades de planejamento, procrastinação, tomada de decisões e sensação de perda de controle, tudo isso podendo afetar o bem-estar emocional de quem lida com o problema. Essa relação pode ser particularmente evidente quando a desorganização persiste por longos períodos e interfere no uso do espaço e nas atividades do dia a dia.

Ou seja, a falta de organização pode causar ainda mais dificuldades de arrumação. Quando o impedimento começa a ficar em nível de alerta, pode ser útil buscar apoio profissional, como terapia cognitivo-comportamental, que ajuda a identificar padrões emocionais e comportamentais por trás desse hábito e a desenvolver estratégias saudáveis para lidar com ele.

Em suma, um guarda-roupa bagunçado não é apenas um reflexo de um armário mal cuidado: pode ser um sinal de como o estado emocional, a carga de estresse e a capacidade de atender às demandas diárias estão sendo gerenciados, com impacto direto no bem-estar mental.

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