VW Tera MPI - Divulgação Volkswagen
VW Tera MPI - Divulgação Volkswagen

VW Tera MPI entrou em um novo patamar após ser incluído no Programa Carro Sustentável, iniciativa do governo federal dentro do escopo do Mover, que zera ou reduz o IPI de veículos nacionais que atendem critérios de eficiência energética, menor emissão e proposta mais sustentável. Na prática, isso tirou o modelo de entrada da Volkswagen de uma zona apenas competitiva e o colocou diretamente no radar de quem sempre comprou carros populares.

Com a redução do imposto, o preço do Tera MPI caiu de R$ 108.390 para cerca de R$ 105.626, uma diferença que pode parecer pequena à primeira vista, mas que muda completamente a lógica de comparação do consumidor brasileiro. Esse novo valor empurrou o SUV para uma faixa onde ele passa a disputar espaço com hatches compactos bem equipados — algo impensável até pouco tempo atrás.

Mais do que um desconto pontual, a inclusão no programa revela uma mudança estrutural no posicionamento do carro. O Tera deixa de ser apenas “o SUV mais barato da Volkswagen” e passa a ser percebido como um veículo viável dentro do orçamento de quem nunca considerou subir de categoria.

Por que o VW Tera MPI passou a ameaçar os hatches

O impacto do IPI reduzido não está só no valor final, mas na comparação que ele provoca. Quando o preço se aproxima do de um hatch bem equipado, o consumidor começa a se perguntar: por que não levar algo maior, mais alto e mais completo?

“Desde quando a Volkswagen foi habilitada a participar do Programa Carro Sustentável, temos trabalhado continuamente para ampliar nossa oferta de modelos elegíveis. A inclusão do Tera MPI na lista representa um avanço importante, não apenas por se tratar de mais um produto certificado, mas por ser um carro que é um fenômeno de vendas no País. Isso reforça nosso compromisso em oferecer mobilidade acessível, eficiente, sustentável e alinhada às expectativas do consumidor brasileiro”, diz Fernando Silva, Vice-Presidente de Vendas e Marketing da Volkswagen do Brasil. 

Motor simples, conhecido e barato de manter

O VW Tera MPI usa um conjunto mecânico que conversa diretamente com quem se preocupa com manutenção e consumo. Nada de soluções complexas.

  • Motor: 1.0 MPI flex aspirado, 3 cilindros, 12 válvulas
  • Potência: até 84 cv com etanol / 77 cv com gasolina
  • Torque: até 10,3 kgfm (etanol) / 9,6 kgfm (gasolina)
  • Câmbio: manual de 5 marchas
  • Tração: dianteira

Não é um carro rápido — e nem tenta ser. O 0 a 100 km/h acontece em cerca de 13,8 segundos, com velocidade máxima próxima de 162 km/h. O foco aqui é uso urbano, estrada em ritmo tranquilo e custo previsível ao longo dos anos.

Consumo que faz sentido no dia a dia

Outro ponto que aproxima o VW Tera MPI do público dos hatches é o consumo equilibrado para o porte do carro:

  • Etanol:
    • Cidade: ~9,1 km/l
    • Estrada: ~10,2 km/l
  • Gasolina:
    • Cidade: ~13,2 km/l
    • Estrada: ~14,7 km/l

Com tanque de 49 litros, a autonomia atende bem quem usa o carro para trabalhar, levar filhos à escola e viajar nos fins de semana. Não é recordista, mas entrega exatamente o que se espera de um SUV compacto aspirado.

Tamanho de SUV, sem exageros

Nas dimensões, o VW Tera MPI deixa claro por que ele muda a percepção de valor para quem vem de um hatch:

  • Comprimento: 4.151 mm
  • Largura: 1.777 mm
  • Altura: 1.504 mm
  • Entre-eixos: 2.566 mm
  • Porta-malas: 350 litros
  • Peso: cerca de 1.078 kg

O espaço interno comporta quatro adultos com conforto, algo que muitos hatches não entregam. O porta-malas resolve a rotina sem drama, e a plataforma MQB A0 garante uma base moderna e segura.

Lista de equipamentos: onde o Tera começa a assustar

Mesmo sendo a versão de entrada, o VW Tera MPI entrega um pacote que, até pouco tempo atrás, não era comum nem em carros mais caros.

Segurança

  • 6 airbags (frontais, laterais e de cortina)
  • Frenagem autônoma de emergência (AEB)
  • Detector de fadiga
  • Monitor de pressão dos pneus

Conforto e tecnologia

  • Direção elétrica
  • Painel de instrumentos digital (8 a 10”)
  • Central multimídia VW Play de 10,1”
  • Sensores de estacionamento traseiros
  • Controle de velocidade de cruzeiro

Praticidade

  • Vidros e travas elétricos
  • Banco do motorista com ajuste de altura
  • Volante com ajuste de altura e profundidade
  • Rodas aro 15” com calotas

Esse conjunto faz o Tera MPI parecer “grande demais” perto de muitos hatches que ainda custam caro e oferecem bem menos.

Design simples, mas com cara de SUV de verdade

No visual, o VW Tera MPI não tenta ser chamativo. A proposta é agradar quem quer algo moderno, mas discreto. Faróis e lanternas em LED, linhas elevadas e proporções equilibradas passam sensação de carro mais robusto, sem exagero.

O interior segue a mesma lógica: plásticos rígidos, mas bem encaixados, painel atual e boa integração entre telas e comandos físicos. Para quem vem de carros populares antigos, a sensação é de salto de categoria.

Quem é o público que a Volkswagen passou a atingir

Com o IPI reduzido, o VW Tera MPI começou a atingir um público bem definido:

  • Quem quer um SUV novo, mas não aceita pagar valores altos
  • Motoristas que sempre compraram hatch por falta de opção, não por gosto
  • Famílias pequenas que precisam de espaço e segurança
  • Pessoas que priorizam baixo custo de manutenção e consumo controlado
  • Compradores racionais, especialmente no interior do país

É um público que não compra por status, mas por lógica. E é justamente esse perfil que sempre sustentou o mercado de carros populares.

Por que isso pode mudar o mercado

Quando um SUV como o VW Tera MPI entra no território dos hatches, a comparação se torna inevitável. Mesmo quem não compra o Tera passa a olhar para os carros populares com mais critério. E isso pressiona preços, equipamentos e estratégias de todo o segmento.

A redução do IPI não cria um fenômeno isolado. Ela expõe uma mudança maior: o brasileiro começa a perceber que o salto de categoria, pela primeira vez em anos, não parece tão distante assim.