O ex-deputado Masamy Eda; ele e o advogado na sede da Polícia Federal (Fotos; Divulgação/Grupo Égia)
O ex-deputado Masamy Eda; ele (de camisa branca) e o advogado na sede da Polícia Federal (Fotos: Divulgação/Grupo Égia)

O ex-deputado estadual Masamy Eda deixou a Polícia Federal (PF) nesta terça-feira (27) após um de seus advogados pagar fiança de R$ 153,9 mil. Ele chegou a ser preso em flagrante por suposta fraude processual.

A prisão ocorreu após ele jogar, pela janela do próprio quarto, dois celulares para uma casa vizinha enquanto agentes cumpriam um mandado de busca e apreensão em sua residência, no bairro Paraviana, na zona Leste de Boa Vista. Os aparelhos foram apreendidos.

Locais onde os policiais encontraram os celulares jogados por Masamy Eda (Fotos: Reprodução)

Em interrogatório, o investigado preferiu permanecer em silêncio. Procurada, a defesa de Eda disse à Folha BV que, por ora, não vai se manifestar sobre os fatos específicos, “especialmente por se tratar de investigação em curso”.

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“O meu cliente, o Sr. Masamy Eda confia na Justiça e no devido processo legal, estando à disposição das autoridades para os esclarecimentos necessários. Qualquer conclusão deverá ser feita após a devida apuração dos fatos, com respeito às garantias legais”, pontuou.

A operação desta terça ocorreu no âmbito de uma investigação que aponta Masamy Eda como um dos líderes de um esquema que teria fraudado uma licitação de R$ 11,6 milhões para fornecer merenda escolar à Secretaria Estadual de Educação e Desporto (Seed).

O ex-deputado já negou as irregularidades e disse atuar “rigorosamente dentro dos limites da lei”. A atitude de Eda nesta terça levou a PF a concluir, preliminarmente, que ele agiu em “clara tentativa de ocultar e inviabilizar a colheita de elementos probatórios”.

Durante a nova operação, policiais constataram que o arremesso dos celulares ocorreu ainda durante as diligências. Ademais, disseram nos autos que Masamy Eda “não negou ter sido o responsável pela tentativa de descarte da prova”.