
O modo de consumo global se modernizou e agora se prepara para encerrar um ciclo de mais de meio século na identificação de produtos, serviços e transações. O código de barras, que começou a ser utilizado comercialmente em 1974, será substituído gradualmente pelo QR Code, a partir de 2027.
Nesse cenário, o Brasil constrói um espaço de protagonismo ao assumir a liderança no ranking de países interessados pela tecnologia de QR Code. Um estudo feito pela GS1 Brasil, organização promotora de padrões globais de identificação, revelou que, já em 2025, o número de buscas superou o de grandes potências como os Estados Unidos.
A popularidade dessa tecnologia entre os brasileiros sugere que o mercado nacional terá vantagens para absorver essa mudança, visto que o volume de procura por informações associadas ao termo aponta para uma familiaridade iniciada por outras frentes digitais, mas fortalecida nos processos de modernização do varejo.

Brasil se antecipa à substituição do código de barras para QR Code
Com base no volume de buscas dos usuários no Google durante o mês de dezembro de 2025, a GS1 Brasil apurou que o Brasil está na primeira posição do ranking global de interesse pelo QR Code. A métrica nacional desbancou grandes mercados, como Estados Unidos, Índia, Tailândia, França e Alemanha.
Uma das interpretações possíveis para essa circunstância é a estabilidade do processo de digitalização no varejo brasileiro e a aplicação desta tecnologia em serviços essenciais. As plataformas oficiais do Governo Federal, há anos, incorporaram o QR Code. Tal constância adianta a modernização anunciada para 2027.
A posição de liderança que o Brasil conquistou frente a outras potências indica que o país pode centralizar as soluções digitais relacionadas ao consumo após o fim do código de barras. Essa vantagem de mercado, sustentada pelo comportamento do consumidor local, pode ser um diferencial a ser explorado.
Impactos da transição histórica para QR Code
Aposentar os códigos de barras será uma das maiores mudanças no varejo, de nível global, dos últimos 50 anos. Além do impacto visual, a transição vai afetar aspectos logísticos e operacionais. É esperado que se aumente a capacidade de armazenar, rastrear e processar os dados, melhorando a qualidade da experiência nas transações.
Fato é que parte da consolidação do uso de códigos de barras se justificou devido à confiabilidade da tecnologia. Especialistas relatam que a taxa média de erro era de um a cada 400 mil leituras. Por isso, foi uma ferramenta que revolucionou as formas de consumo e contribuiu para a automação do atendimento, por exemplo.
O QR Code, por sua vez, é um código bidimensional seguro e com capacidade de armazenamento superior que ainda consegue integrar o mundo físico ao digital em questão de segundos. Essa habilidade, em paralelo com o padrão de comportamento global, é fundamental para entender o movimento de transição de tecnologias.
Atualmente, essa ferramenta pode ser acessada pela maioria dos smartphones e está presente em diferentes esferas e modalidades na sociedade. É possível encontrá-la como meio para acesso ou autenticação de informações, divulgação de produtos ou cardápios, entre outros.
Dúvidas frequentes sobre o QR Code
Apesar do alto interesse e da familiaridade, ainda existem perguntas que os brasileiros fazem sobre o QR Code. Em uma pesquisa complementar, com dados coletados a partir de métricas do Google de dezembro de 2025, a GS1 Brasil identificou três tópicos principais que falam sobre como ler, criar e compreender o significado do termo.
- Como ler QR Code: em razão da crescente popularidade, a maioria dos smartphones possui tecnologia nativa para escanear e acessar os dados contidos no QR Code. Aparelhos mais antigos podem se valer de aplicativos para acesso.
- Como criar um QR Code: existem geradores disponíveis em plataformas gratuitas e pagas na internet para diferentes finalidades, como a GS1 Brasil.
- O que significa QR Code: em tradução literal, significa “código de resposta rápida” (Quick Response Code). Se configura como um código bidimensional, capaz de armazenar maior volume de informações e garantir acesso instantâneo ao usuário.
Diante do teor das perguntas feitas pelos brasileiros no Google, é possível inferir que o Brasil atravessou uma alfabetização precoce do QR Code, o que reflete no destaque de nível mundial.