A capital de Roraima registrou queda de 2,55% no preço médio dos alimentos e com cesta básica no valor de R$ 652,14 (Foto: Nilzete Franco/FolhaBV)
A capital de Roraima registrou queda de 2,55% no preço médio dos alimentos e com cesta básica no valor de R$ 652,14 (Foto: Nilzete Franco/FolhaBV)

O preço da cesta básica de alimentos caiu em todas as 27 capitais brasileiras no acumulado do último semestre de 2025, com quedas que variaram entre -9,08% e -1,56%. Boa Vista, capital de Roraima, foi a campeã nacional em redução de preços, seguida por Manaus (AM) e Fortaleza (CE). Os dados foram divulgados nesta terça-feira (20) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Em Boa Vista, o valor da cesta básica passou de R$ 712,83 em julho de 2025 para R$ 652,14 em dezembro, uma queda de R$ 60,69, equivalente a -9,08%. Manaus registrou diminuição de -8,12%, com o preço da cesta caindo de R$ 674,78 para R$ 620,42, enquanto Fortaleza apresentou queda de -7,90%, passando de R$ 738,09 para R$ 677.
Entre as capitais com menor redução de preços estão Belo Horizonte (MG), Macapá (AP) e Campo Grande (MS), com quedas de -1,56%, -2,10% e -2,16%, respectivamente.
Por regiões, Boa Vista lidera o Norte, Fortaleza se destaca no Nordeste, Brasília é a capital com maior redução no Centro-Oeste (-7,65%), Florianópolis lidera no Sul (-7,67%) e Vitória é a campeã no Sudeste, com -7,05%.

O presidente da Conab, Edegar Pretto, destacou que os resultados refletem a política agrícola do país e os investimentos feitos pelo governo federal no setor. “Estamos comemorando porque essa queda generalizada é fruto dos investimentos que o governo vem fazendo no setor agropecuário brasileiro, aumentando a produção de alimentos para o consumo interno nacional”, afirmou.

Pretto também ressaltou o papel dos planos Safra dos últimos três anos, tanto empresarial quanto da Agricultura Familiar, destacando que os recursos para financiamento agrícola têm sido recordes e com juros subsidiados, garantindo maior acesso ao crédito e estabilidade na produção de alimentos.