
Após a publicação da reportagem “Terra localizada na Vicinal dos Pampas gera conflito de posse”, a servidora pública municipal citada no caso procurou a Folha de Boa Vista para exercer o direito de resposta e apresentar sua versão dos fatos. Segundo ela, que preferiu se manter anônima, as informações divulgadas anteriormente não refletem a realidade do ocorrido.
A servidora afirma que a área mencionada na denúncia ainda está em processo administrativo junto ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) e que, até o momento, não há definição oficial de posse individualizada. “Não existe dono legalmente constituído. Existem apenas demarcações preliminares e várias famílias aguardando a regularização”, declarou.
Ela explica que, antes de qualquer ação, sempre buscou informações junto aos órgãos competentes. “Eu não faço nada por ouvir dizer. Sempre procuro documentos e orientação oficial. Eu mesma dizia para ele: ‘vá ao INCRA’, porque somente o orgão pode resolver essa situação”, afirmou.
Sobre o episódio que resultou na denúncia, a servidora diz que o objetivo foi apenas conversar e tentar evitar conflitos. “Nós fomos lá apenas para dialogar. Não houve invasão, ameaça ou agressão. Às vezes, quando uma pessoa insiste em uma versão que não corresponde à realidade, o tom de voz pode se elevar, mas isso não significa violência”, relatou.
Ela também contesta a afirmação de que teria levado pessoas para ocupar a área em troca de trabalho. Segundo ela, atua apenas como secretária de uma associação que já existia antes de sua chegada ao local. “Eu não coloco pessoas em terreno nenhum. O que acontece é que, quando alguém desiste, o presidente da associação me chama para orientar o substituto, porque eu organizo a documentação e conheço o mapa interno dos lotes”, explicou.
A servidora afirma, ainda, que houve destruição de estruturas e pertences na área em que estava instalada, incluindo barraco, fogão a lenha, lonas e mudas de plantas, como cupuaçu. Por isso, registrou boletim de ocorrência por furto e danos. “Não fui à polícia por invasão, mas por furto. Havia objetos meus que desapareceram”, relatou.
Ela também diz que não pretende sair da área por imposição de terceiros e que aguarda a decisão oficial dos órgãos competentes. “Não é uma disputa pessoal. É uma questão administrativa. Tudo precisa ser resolvido pelo INCRA”, disse.
Por fim, a servidora afirma que a denúncia, da forma como foi apresentada, gera conflitos desnecessários e prejudica pessoas que aguardam a regularização fundiária. “Esse tipo de acusação só cria mais tensão e atrapalha um trabalho coletivo. O que queremos é que a situação seja resolvida oficialmente, com justiça para todos”, concluiu.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE