Cavalos disputam palmo a palmo uma das provas do circuito / Pablo Magalhães
Cavalos disputam palmo a palmo uma das provas do circuito / Pablo Magalhães

O turfe roraimense viveu um de seus momentos mais marcantes no final de 2025 com a realização do 1º Circuito Joner Chagas de Corrida de Cavalos – Turfe dos Amigos. Iniciado em setembro, no município de Mucajaí, e encerrado em dezembro, em Bonfim, o circuito percorreu sete municípios e reafirmou a corrida de cavalos como uma das maiores paixões esportivas do estado, além de um importante motor da economia local.

Ao longo de sete etapas, o circuito passou por Mucajaí, Alto Alegre, Boa Vista, Amajari, Normandia, Uiramutã e Bonfim, reunindo competidores, criadores, treinadores e apaixonados pelo esporte. Em cada etapa, foram disputadas 10 taças, correspondentes a 10 categorias diferentes de cavalos, totalizando a participação de cerca de 200 animais competindo durante todo o circuito.

Organizador do evento, o pradista Fábio Feitosa destacou que o impacto do circuito vai muito além das pistas. Segundo ele, a corrida de cavalos movimenta uma ampla cadeia produtiva e gera empregos diretos e indiretos em todos os municípios por onde passa.

“O cavalo não é só ele. Tem o treinador, o jóquei, o cavalariço, quem limpa as cocheiras. Cada animal emprega, no mínimo, três pessoas. Então a gente movimenta a economia, incentiva o esporte e alavanca os municípios por onde o circuito passa”, explicou.

Prado lotado, em Bonfim, marcou a ultima etapa do 1º Circuito Joner Chagas de Corrida de Cavalos / Pablo Magalhães

Fábio também ressaltou que o incentivo ao turfe estimula novos investimentos e amplia ainda mais esse impacto econômico.

“A gente acaba incentivando o proprietário, que emprega mais gente. A corrida de cavalo é um esporte que, por onde passa, deixa uma contribuição econômica muito grande”, completou.

Além do aspecto econômico, o circuito evidenciou a força cultural do turfe em Roraima. De acordo com Fábio Feitosa, a paixão pelas corridas de cavalos faz parte da identidade do povo roraimense.

“Em termos de paixão, é a maior de Roraima. Está no sangue do roraimense, na alma dele. Onde tem cavalo correndo, tem uma multidão assistindo. Hoje, é o maior esporte de Roraima”, afirmou, acrescentando que o estado conta atualmente com cerca de 600 pradistas.

Circuito celebrou o esporte, a amizade e a valorização dos pradistas roraimenses / Pablo Magalhães

O circuito leva o nome de Joner Chagas, que além de apoiar e incentivar o esporte, também é pradista e profundo conhecedor da tradição das corridas de cavalo em Roraima. Para ele, o sucesso do evento demonstra a união dos amantes do turfe e a força dessa prática no interior do estado.

“Esse circuito nasceu da amizade, da paixão pelo cavalo e do respeito à tradição do nosso povo. Ver as pistas cheias, as famílias reunidas e os municípios sendo valorizados mostra que o turfe é mais do que esporte: é cultura, economia e identidade”, destacou Joner Chagas.

Com grande participação popular, organização sólida e impacto positivo nos municípios, o 1º Circuito Joner Chagas de Corrida de Cavalos – Turfe dos Amigos encerrou 2025 deixando um legado importante para o esporte roraimense e abrindo caminho para novas edições ainda maiores, fortalecendo o turfe como uma das maiores expressões culturais e esportivas de Roraima.