Boa dica para começar as atividades físicas é procurar por aulas em grupo (Foto: Reprodução)
Boa dica para começar as atividades físicas é procurar por aulas em grupo (Foto: Reprodução)

Para quem chega a 2026 com dificuldade de sair do papel e começar uma atividade física, a ciência deixa uma dica simples e possível: não faça isso sozinho. Pesquisas e recomendações de saúde mostram que iniciar o movimento ao lado de outras pessoas pode ser o empurrão que faltava para transformar a intenção em hábito.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), qualquer movimento conta para a saúde física e mental, e atividades realizadas de forma regular ajudam a reduzir o risco de doenças crônicas, além de contribuir para o bem-estar emocional. Mas a própria OMS destaca que práticas feitas em grupo favorecem a adesão, justamente porque criam vínculos e tornam o processo mais leve e prazeroso.

Estudos científicos reforçam esse ponto. Uma revisão publicada na revista Systematic Reviews mostrou que a participação em esportes e atividades físicas em grupo está associada a melhores resultados de saúde mental e social em adultos, quando comparada à prática individual. O apoio, a troca e o sentimento de pertencimento ajudam a manter a motivação, especialmente para quem tem dificuldade de começar ou retomar o exercício.

Outra pesquisa disponível na base PubMed Central indica que pessoas que se exercitam com outras desenvolvem maior sensação de apoio social e passam a se perceber mais facilmente como “pessoas ativas”, o que aumenta as chances de continuidade da prática. Em outras palavras, estar acompanhado ajuda não só a começar, mas a continuar.

Esse efeito é observado em diferentes faixas etárias. Estudos com idosos, por exemplo, mostram que exercícios comunitários melhoram força, equilíbrio e disposição, ao mesmo tempo em que reduzem a solidão e fortalecem a saúde mental. Os encontros se tornam um compromisso agradável, e não apenas uma obrigação relacionada à saúde.

Na prática, isso significa que a melhor forma de começar pode ser a mais simples: caminhar com um amigo, entrar em um grupo de dança, combinar alongamentos em uma praça ou participar de aulas coletivas no bairro. Não é preciso alto desempenho nem grandes metas no início. O importante é criar um momento de convivência associado ao movimento.

Para quem está travado na ideia de “segunda-feira eu começo” ou sente falta de motivação, transformar a atividade física em um encontro pode ser a chave. Em 2026, mais do que buscar disciplina individual, a ciência sugere olhar para o lado e se mover junto. O corpo agradece e a mente também.