“Há momentos na vida que para você ser o mesmo tem que mudar”. (Leonardo Boff)
As mudanças são necessárias para que sejamos os mesmos. Quando não mudamos continuamos no balaio de gatos. E acabamos nos envolvendo no pantanal da unanimidade. É quando perdemos nossa capacidade de pensar racionalmente. E se não sabemos pensar, não sabemos agir. E quem não sabe agir vive pendurado nos galhos da incompetência. Cuidado quando se sentir tentado a fazer parte da unanimidade. Se nós somos o que pensamos, devemos cuidar bem dos nossos pensamentos. E quando sabemos pensar, mudamos a cada momento; mesmo quando nem percebemos que estamos mudando. E não se iluda, porque você faz parte do grupo. E é neste barco que navegamos em busca do crescimento. E só crescemos quando mudamos.
Caminhei pelas ruas de Boa Vista, nos últimos dias. Muita coisa mudou, mas nem tanto. Somos uma cidade capital de um Estado, nascida de uma transformação. Surgida num momento de tremendas mudanças políticas. Mas não estávamos, nem estamos preparados para mudar. Ainda continuamos no carrossel da imitação e da cópia. E o pior é que copiamos o que há de pior nas políticas dos outros Estados. Ainda não aprendemos a ser nós mesmos. Inda não nos preparamos para acompanhar o crescimento nacional, que também caminha a galope de jegue. Não imagino quando será que seremos respeitados pelos responsáveis pelo nosso desenvolvimento, para que nos desenvolvamos. Coisa que não conseguiremos sozinhos.
As justificativas que ouvimos de autoridades responsáveis pelo nosso desenvolvimento, sobre os desmandos políticos atuais, nos deixam boquiabertos. Mas ainda não mudamos para enxergar, entender e corrigir os disparates. E o pior é que nem mesmo nos conscientizamos de que a responsabilidade pelo que acontece é nossa, enquanto cidadãos, e de mais ninguém. E enquanto não mudarmos nossa maneira de pensar no que somos, seremos sempre o que somos: marionetes e títeres dos que não querem nossas as mudanças. E não querem porque não lhes interessa. Assim como os políticos dos velhos tempos nunca se interessaram pela solução para as secas do Nordeste. Naquela de, o que fazemos, fazemos para o povão; e se é para o povão, quanto pior melhor.
Vamos mudar? Por que não fazer por nós mesmos o que os que deveriam fazer não fazem? Por que devemos continuar fazendo parte da unanimidade? Por que não aprendemos a pensar com nossos pensamentos? Por que temos que fazer parte do circo dos coitados, mesmo não parecendo coitados? Você conhece a origem do termo “coitado”. É o que somos, já que não sabemos ser outra coisa. Pense nisso.
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