
A Companhia de Águas e Esgotos de Roraima (Caer) concluiu a análise de progressões funcionais horizontais e verticais, além do levantamento de possíveis desvios de função, envolvendo 190 empregados da empresa. O processo abrangeu servidores da capital e do interior e resultou na autorização de adequações funcionais e no reconhecimento de progressões salariais que, em alguns casos, aguardavam avaliação há mais de duas décadas.
De acordo com relatório elaborado por comissão instituída pela Portaria nº 343/2022 – GEP/PRE, foram identificados empregados exercendo atividades diferentes daquelas previstas no ato de contratação, assim como casos de profissionais que permaneciam há mais de 20 anos sem progressão salarial horizontal. A situação teria provocado defasagens e distorções internas na remuneração.
Após a conclusão do levantamento, a atual gestão da Caer autorizou as correções funcionais e a aplicação das progressões previstas. Segundo a companhia, a medida tem como objetivo aprimorar a governança de capital humano, buscando maior isonomia funcional e remuneratória entre os empregados.
O presidente da Caer, James Serrador, afirmou que as progressões funcionais fazem parte de uma estratégia voltada ao fortalecimento das carreiras dentro da empresa. Segundo ele, a iniciativa segue diretrizes do Governo do Estado para valorização do quadro de pessoal e correção de distorções históricas. Serrador destacou ainda que a equidade salarial e funcional contribui para o fortalecimento institucional da companhia.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
O impacto das medidas foi sentido diretamente pelos empregados contemplados. Colaboradores relataram satisfação com o reconhecimento profissional e com as mudanças salariais decorrentes da reclassificação funcional. Para alguns, trata-se da primeira avaliação formal desse tipo ao longo de décadas de vínculo com a empresa.
A análise foi realizada com base em dispositivos legais como a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), a Constituição Federal, o Código Civil e súmulas do Tribunal Superior do Trabalho (TST). Ao todo, o trabalho avaliou a situação de 151 empregados em Boa Vista e 39 lotados em unidades do interior do estado.
Segundo a Caer, a conclusão do processo encerra uma etapa administrativa voltada à regularização das funções exercidas e à adequação das progressões previstas no plano de cargos e salários da companhia.