
A taxa de mortalidade infantil no Brasil, referente a crianças com menos de um ano, alcançou 12,3 mortes por mil nascidos vivos em 2024, segundo dados consolidados das últimas nove décadas. O número representa uma redução de 91,6% em relação a 1940, quando o índice era de 146,6 por mil.
A queda acompanha também a redução da mortalidade entre crianças de 1 a 4 anos, que passou de 76,7 por mil em 1940 para 2,2 por mil em 2024, um recuo de 97,1%. Somados os dois grupos, a mortalidade na infância caiu de 212,1 por mil para 14,4 por mil no período.
Os dados mostram ainda mudanças na estrutura das mortes infantis. Em 1940, 69,1% das mortes até os 5 anos ocorriam no primeiro ano de vida. Em 2024, essa proporção ficou em 84,8%, reflexo da queda mais acentuada na mortalidade entre 1 e 4 anos.
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Principais fatores associados à redução
A melhora contínua dos indicadores é atribuída a um conjunto de políticas e avanços sociais, entre eles:
Campanhas de vacinação em massa
Expansão do pré-natal e da assistência ao parto
Promoção do aleitamento materno
Atuação de agentes comunitários de saúde
Programas de nutrição infantil
Elevação da renda e da escolaridade média da população
Ampliação do acesso ao saneamento básico
A queda da mortalidade infantil e na infância tem contribuído diretamente para o aumento da expectativa de vida no país, que se elevou ao longo das últimas décadas conforme diminuiu a incidência de mortes precoces.