“No Brasil, a cada 15 anos todos esquecem o que aconteceu nos últimos 15 anos”. (Ivan Lessa)
Desde minha infância venho encarando acontecimentos que me fazem rir, depois de tantos anos passados. Não era à toa que minha mãe achava que eu era uma criança comunista. Estávamos na era Vargas e tudo que acontecia de aparentemente errado, era considerado comunismo. Coisas dos anos quarentas do século passado. E eu vivi intensamente aqueles nos. Porém tudo de uma maneira natural e sem espantos. Foi tão interessante, que não consigo esquecer um só momento daqueles dias. Fui uma criança impedida, pelo diretor da escola, de retirar livros da biblioteca, para ler em casa, no final de semana. E tudo porque, sem nenhuma intenção, a capa do livro que eu levara, estava riscada pelo lápis que estava no meu bolso. E tantos outros absurdos, vivi sem nem mesmo perceber que estava vivendoabsurdos. Só depois de adulto foi que fui juntando as coisas e entendendo porque sou o que sou: independente nos meus pensamentos e atitudes. No final da década dos quarentas, vivi momentos importantíssimos, quando estudava na Escola de Base, na Base Aérea de Natal. O padre não permitiu que eu fizesse a primeira-comunhão, porque eu tinha bebido água de coco. E a única coisa interessante nisso, foi que em vez de ficar chateado, eu ri pra dedéu. E por isso até hoje nunca fiz a primeira-comunhão. No dia do meu casamento, isso já em mil novecentos e cinquenta e oito, o padre não queria realizar o casamento porque eu não tinha me confessado. Coisa que eu nunca fiz em minha vida, nem faria hoje. Foi nos anos de quarenta e nove, que eu estava me desligando da Escola de Base, para ir para meu primeiro emprego nas Casas Pernambucanas, em Natal. Pela manhã eu estava no portão da Base, esperando transporte para Natal. Do meu lado estava um sargento da Aeronáutica. De repente o Sargento irritou-se com a música que tocava, na cabine de saída. É que só tocava música norte-americana. O caso já contei aqui, faz pouco tempo. Então vamos deixar pra lá. O caso é que ri muito e tornei-me amigo do sargento Nonô, que era o compositor das Escolas carnavalescas e juninas de Natal. A musica “Ponta Negra”, do Nonô está aqui no meu computador. Sei que você não deve ter gostado desse papo, mas ele faz parte de minha vida, como vivência. Preste sempre atenção a acontecimentos de sua vida, mesmo que eles pareçam Causos. O mais importa mesmo é que um dia você vai acordar pela manhã e se lembrar de coisas e acontecimentos vividos por você. Por isso viva sempre o melhor que puder viver, para ser feliz no futuro. Pense nisso.
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