Por Parabólica
Em 26/10/2017

Bom dia,

A maioria dos estados brasileiros atravessa grave crise financeira decorrente do descompasso entre as despesas e as receitas. Do ponto de vista da arrecadação, com uma carga tributária que se aproxima de 40% do Produto Interno Bruto (PIB), é impensável que os governos estaduais tentem enfrentar a crise através de aumentos de impostos, o que não seria aceitável pela população. Só para tomar um exemplo, os brasileiros já pagam alíquota de Imposto de Circulação de Mercadoria e Serviços (ICMS) de 25% sobre os combustíveis, serviços de comunicação e energia elétrica, só para lembrar três itens fundamentais na vida moderna.

Ora, se não dá para enfrentar a crise metendo mais a mão no bolso dos brasileiros e das brasileiras, a única saída que governadores e governadoras do país deveriam adotar era uma política de contenção de gastos, que deveria começar pelo absoluto controle contra a roubalheira do dinheiro público, e através de rígida seleção de gastos absolutamente prioritários com atenção especial ao atendimento das necessidades essenciais da população nas áreas da saúde pública, educação pública e segurança. Ainda assim, mesmo nesses setores com o corte de gorduras que se transformam em desperdícios do suado dinheiro pago pelo contribuinte.

Infelizmente, não se tem conhecimento de qualquer atitude desses dirigentes estaduais em direção de uma política de gastos decididamente comprometida com o equilíbrio orçamentário. Ao contrário, o que se percebe são descontroles, gastos desnecessários e submissão populista às pressões corporativista que só afundam ainda mais a crise atual, sem qualquer perspectiva de um futuro melhor para o povo brasileiro. É triste ver nessa quadra da história política brasileira um vazio tão grande de lideranças com algum lampejo de estadista.

MAIORIA
Aqui, nós tratamos ontem, dos prováveis votos da bancada roraimense de deputados e deputadas com relação à votação de decidir ontem, na Câmara Federal, o futuro do presidente Michel Temer (PMDB), acusado de corrupção e obstrução à Justiça pela Procuradoria-Geral da República. Como prevemos, a maioria da bancada de Roraima votou pelo arquivamento do pedido do Supremo Tribunal Federal (STF), uma exigência constitucional. E como se disse aqui, pelo menos à luz do dia, o governo Temer não atendeu a qualquer dos pedidos que realmente interessem ao futuro de Roraima.

PROMESSA
Ao declarar voto pelo arquivamento da denúncia contra o presidente Michel Temer, o deputado federal Jhonatan de Jesus (PRB) justificou seu apoio alegando que teria recebido a promessa de que o Governo Federal resolveria duas questões essenciais para o futuro do Estado: a construção do Linhão de Tucuruí e a concessão da Anuência Prévia pelo Conselho de Defesa Nacional (CDN) das glebas de terras já transferidas ao Estado. Segundo o que vazou da reunião que Temer teve com parte da bancada de Roraima, na semana passada, esta promessa não passou de palavras vazias. É esperar o futuro para ver se o deputado tem razão. Tomara que sim.

SEGUNDA
E a deputada federal Maria Helena Veronesi (PSB) votou pela segunda vez contra a orientação de seu partido, que fechou questão a favor da continuidade do processo de investigação contra Michel Temer. Na votação da primeira denúncia, Veronesi perdeu a presidência do PSB em Roraima e por pouco não foi expulsa do partido. Nesta segunda denúncia, dirigentes do PSB ameaçaram expulsar os deputados e deputadas que não seguissem a decisão partidária de dar seguimento à denúncia. A deputada é estreitamente ligada ao senador Romero Jucá (PMDB).

CONTRA
Os deputados federais Abel Galinha (DEM), Carlos Andrade (PHS) e Shéridan Oliveira (PSDB) votaram contra o relatório do deputado mineiro tucano Bonifácio de Andrada e a favor do prosseguimento do processo de investigação contra Michel Temer. Andrade já votara pela continuidade das investigações na primeira denúncia contra o presidente, enquanto Shéridan esteve ausente naquela ocasião. Abel Galinha mudou o voto da primeira para a segunda votação, e foi a grande surpresa dentre as expectativas de votos da bancada roraimense.

COINCIDÊNCIA
Parece que o presidente Michel Temer e o senador Romero Jucá estão afinados inclusive em questão de saúde pessoal. Logo após a Polícia Federal bater às portas das casas de seus parentes, Jucá foi acometido de forte crise do divertículo, tento sido removido de Boa Vista para Brasília através de um jatinho da Força Área Brasileira (FAB). Pois bem, ontem, quando se iniciava a votação na Câmara Federal sobre a segunda denúncia da Procuradoria-Geral da República contra si, o presidente Michel Temer teve de se internar às pressas no hospital do Exército, em Brasília, para se tratar de uma crise urinária aguda.

FERIADÃO
Vem aí, na próxima semana, mais um feriadão no serviço público do Estado. Desta vez só para os servidores do Tribunal de Justiça, Ministério Público do Estado e Defensoria Pública. O feriadão começa no dia 1° (Feriado de Todos os Santos) e se estende pelo resto da semana com a decretação de ponto facultativo na sexta-feira, 11. Ou seja, serão apenas dois dias de expedientes dos cinco dias úteis. No período serão suspensos os prazos processuais.

Parabólica
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