Por Jessé Souza
Em 25/10/2017

À beira do abismo

O alerta sobre a situação do Governo do Estado vem sendo dado há tempos, principalmente no que se refere às constantes quedas nos repasses constitucionais, dos quais o Estado é completamente dependente. E, pelo que si viu, nenhuma medida foi colocada em prática para evitar a instalação do caos, a exemplo de reformas para conter gastos.

As reformas necessárias nunca foram feitas, enquanto se dava desculpa de que a culpa era da administração anterior, o que não se justifica mais. Pelo contrário, secretarias extraordinárias foram criadas como cabides para sustentar aliados e até mesmo manter uma figura alheia à nossa realidade, o ex-deputado catarinense João Pizzollatti, envolvido na Operação Lava Jato e que responde por corrupção e lavagem de dinheiro no Supremo Tribunal Federal (STF).

Para piorar o quadro de crise que Roraima enfrenta, o governo optou por contratar empresas de fora, especialmente do Amazonas, o que significou menos investimentos nas empresas locais, aquelas que geram emprego e renda, fazendo o dinheiro circular de alguma forma na economia local.

A situação chegou a um nível tal que não há mais dinheiro para pagar fornecedores e empresas terceirizadas, as quais deixam centenas de pais de família à míngua, no desespero por falta de dinheiro até mesmo para continuar cumprindo o expediente nos órgãos públicos onde desempenham suas atividades, como o Hospital Geral de Roraima (HGR).

As unidades de saúde, que já estavam no limite antes da migração em massa de venezuelanos, são um capítulo à parte nessa crise geral, pois chegaram ao limite, sem material para fazer cirurgias e sem estrutura para dar condições dignas de atendimento. Um quadro crítico do HGR à única maternidade pública do Estado.

Enquanto ninguém sabe qual o real tamanho do buraco nas contas do Estado, a sociedade fica apreensiva, pois há um risco grande de o governo chegar ao fim do ano sem condições de honrar seus compromissos nem pagar o salário do funcionalismo, como vinha sendo especulado desde o início do ano.

Como o Estado depende da chamada “economia do contracheque”, o salário do funcionalismo público é o que move a economia. Não ter mais condições de pagar o salário dos servidores seria o fundo do poço, o caos completo em um Estado cheio de pedintes estrangeiros por todos os lados devido à chegada de levas de imigrantes pelas fronteiras abertas. Os órgãos fiscalizadores precisam agir rápido para não permitir que isto realmente ocorra.

*Jornalista
jesse@folhabv.com.br
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Jessé Souza
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