Cultura

Projeto universitário promove a cultura do não preconceito

Estudo visa desenvolver estratégias de comunicação e marketing em redes sociais para combater a discriminação

O projeto “Equidade e diversidade: promovendo e disseminando a cultura do não preconceito”, desenvolvido por meio do Programa Institucional de Incentivo a Projeto de Extensão (Pipex), visa desenvolver estratégias de comunicação e marketing em redes sociais para combater a discriminação e o preconceito contra a comunidade LGBTQIA+.

Com duração de três meses, o projeto é desenvolvido pela aluna extensionista Luizy Morais Sales, do curso de Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas (Tads). É coordenado pela diretora de Extensão do Campus Boa Vista (CBV), professora Marilda Vinhote Bentes, e conta com a colaboração da diretora administrativa da Associação Grupo Athena Cores, Thannara Útana Isis Silva de Souza.

Integram a iniciativa estudo, pesquisa, elaboração de documento, entrevistas, criação de site e redes sociais para a socialização das ações com o intuito de apresentar a Associação Athena Cores para a sociedade. O público-alvo é a comunidade LGBTQIA+.

“A integração entre comunicação e marketing é uma importante estratégia, capaz de alcançar uma grande quantidade de pessoas, promovendo e disseminando a cultura do não preconceito, dando visibilidade e transparência às organizações. Além disso, as redes sociais geram demanda de empregabilidade, publicização de eventos diversos voltados para o público LGBTQIA+, canalizando as redes sociais para o não preconceito e discriminação. A partir disso, será possível a sensibilização da sociedade sobre os direitos da comunidade LGBTQIA+, a oferta de treinamento à equipe da organização da sociedade civil que gerenciará as redes sociais e ainda a oferta de curso voltado para a área de desenvolvimento de site”, explicou Thanara.

Já a professora Marilda esclarece que a escolha do Grupo Athena Cores se deu em razão do principal objetivo da organização, que é atuar na defesa e na promoção da livre orientação sexual, da identidade e da expressão de gênero, bem como dos direitos humanos e da cidadania plena da população LGBTQIA+ no Estado de Roraima. 

“Vivemos um momento em que urge a abrangência dos distintos segmentos sociais com a disseminação de conhecimentos, em que a construção de conceitos e diretrizes consolida o desenvolvimento das políticas de extensão, e, nesse contexto, não há como esquecer a temática da diversidade sexual. Em nossa sociedade, ainda impera o preconceito, portanto se faz necessário desenvolver estratégias de comunicação e marketing em redes sociais com vistas a combater o preconceito que envolve a comunidade LGBTQIA+. Por meio da comunicação integrada ao marketing, as redes sociais terão como foco principal questões políticas, econômicas, sociais e culturais que abarcam a comunidade LGBTQIA+”, disse Marilda.

Para Luizy, a relevância do projeto está, sobretudo, na produção e na disseminação de informações e conhecimento. “Como aluna extensionista, vejo que todos aqueles que estão no comando do projeto têm em mente o quão necessário é levar as informações corretas para aqueles que sofrem preconceitos por simplesmente serem o que são. O projeto representa uma alternativa de compartilhamento de informações seguras, que irão ajudar tanto na vida pessoal como na vida profissional de cada um. Estou muito feliz por estar fazendo parte desse projeto e, mesmo que seja uma causa ainda não defendida por muitos, sei que irá fazer a diferença na vida de muitas pessoas”, contou.

O presidente da Associação Grupo Athena Cores, Paulo César da Silva Júnior, enfatizou a satisfação de ter a organização beneficiada pelo programa. 

“Enquanto instituição sem fins lucrativos, fomos surpreendidos, de forma satisfatória, com essa proposta do projeto, pois, além de estreitarmos os laços com uma instituição de ensino renomada como o IFRR/Campus Boa Vista, que apresenta um olhar para o tema diversidade, teremos um grande avanço em nossa comunicação institucional, por meio da criação de um site que servirá não apenas para a associação, mas também para a sociedade local e nacional” disse.

Segundo ele, a aassociação terá uma visibilidade em que amplia e apresenta, além de conteúdos acerca da comunidade LGBTQIA+, meios para crescimento educacional e profissional.

“Portanto, enquanto associação, pela proposta, a contribuição que o Pipex dará por meio desse projeto de extensão é fantástica, porque é primordial se comunicar de forma contínua e eficiente com a sociedade. Não é fácil construir uma comunicação institucional que chame atenção das novas gerações para as pautas da população LGBTQIA+, mas a proposta apresenta um canal de informações acerca das políticas públicas fomentadas, tanto por nós, como organização da sociedade civil, quanto pelas demais instituições. Então, acreditamos que será uma experiência muito rica”, relatou Júnior.