Operação Higeia

PF chegou a pedir prisão preventiva de ex-secretária de Saúde

Pedido ainda tramita no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1); Cecília Lorenzon é investigada por participar de um esquema de fraudes em cirurgias ortopédicas na rede pública de saúde

Cecília Lorenzon, secretária estadual de Saúde (Foto: ALE-RR)
Cecília Lorenzon, secretária estadual de Saúde (Foto: ALE-RR)

A Superintendência da Polícia Federal em Roraima (PF) chegou a pedir a prisão preventiva da ex-secretária de Saúde de Roraima, Cecília Lorenzon, investigada por participar de um esquema de fraudes em cirurgias ortopédicas na rede pública de saúde. O pedido ainda tramita no Tribunal Regional da 1ª Região (TRF-1) e foi obtido pela Folha BV.

No processo, a desembargadora Solange Salgado, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) determinou, por meio de medidas cautelares, que Cecília esteja proibida de ter acesso à secretaria, além de ser nomeada ou continuar no exercício de cargos comissionados, efetivos ou políticos, de licitar com o Poder Público em todas as suas esferas. A decisão também prevê que qualquer órgão publico está proibido de contratar ou licitar com pessoas jurídicas que tenham Cecília como uma das partes do quadro societário.

Cecília também ocupava uma cadeira no conselho da Companhia Energética de Roraima (CERR). Questionado pela Folha BV se a ex-secretária havia sido afastada do conselho, o Governo de Roraima não respondeu à reportagem.

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Operação

Cecília Lorenzon foi um dos alvos da Operação Higeia, deflagrada na última sexta-feira (2) para apurar uma suposta fraude na realização de cirurgias ortopédicas, e teve o pedido de afastamento do cargo de Secretária de Saúde determinado pela Justiça Federal.Horas depois, O Governo de Roraima confirmou o afastamento de Cecília Lorenzon. Ela ocupava o cargo deste fevereiro de 2022.

A casa da ex-secretária foi alvo de buscas e apreensão durante a operação Higeia. Policiais federais também cumpriram mandados de buscas e apreensão na sede da Secretaria de Saúde (Sesau) e no Hospital Geral de Roraima (HGR).

De acordo com as investigações da Polícia Federal, as contratações de empresas que prestam serviço para a Saúde foram feitas “sem um estudo técnico preliminar comprovando a necessidade interna do serviço, desconsiderando auditorias anteriores do Tribunal de Contas da União (TCU) e da Controladoria-Geral da União (CGU)”.