VIOLÊNCIA SEXUAL

Sargento da PM é preso suspeito de estuprar a filha e agredir a esposa

Quando estava sendo conduzido para a viatura, ele se ajoelhou e pediu perdão à esposa.

A criança entregou um bilhete para a mãe onde relatava os abusos (Foto: Nilzete Franco/FolhaBV)
A criança entregou um bilhete para a mãe onde relatava os abusos (Foto: Nilzete Franco/FolhaBV)

O sargento da Polícia Militar (PMRR), J.M.S.F., de 36 anos, foi preso suspeito de estuprar a filha, de 12 anos, e agredir a esposa, de 30, nesse domingo, 19, no bairro Aparecida.

Uma guarnição do Primeiro Batalhão (1° BPM), foi acionada para prestar apoio ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Quando os policiais chegaram à residência, encontraram o casal sentado na cama. A mulher, relatou que havia iniciado uma discussão com o marido e que houve agressões físicas e verbais.

Ao presenciar o fato, a criança entregou um bilhete escrito à mão para a mãe relatando o estupro sofrido pelo pai horas mais cedo.

De acordo com ela, quando a mãe foi até a casa da avó e a criança ficou aos cuidados de J.M.S.F., ela foi puxada e obrigada a ter relações sexuais com ele. A menina relatou que a violência sexual já havia ocorrido outras vezes.

Após ter conhecimento dos fatos, a mãe da vítima entrou em choque emocional e acabou desmaiando.

Quando J.M.S.F. estava sendo conduzido para a viatura, ele se ajoelhou e pediu perdão à esposa.

A menina foi levada para o Hospital da Criança Santo Antônio para atendimentos médicos e realização de exames. No hospital a criança tomou medicação contra doenças sexualmente transmissíveis e passou por atendimento psicológico.

A arma de fogo, munições e colete de J.M.S.F. foram recolhidos e entregues no Departamento de Material Balístico (DMB) da PMRR.

O sargento foi apresentado na Central de Flagrantes para as providências legais e cabíveis.

Em nota, a PMRR informou que o sargento encontra-se detido no CPC (Comando de Policiamento da Capital) à disposição da Justiça. As devidas investigações estão a cargo da Polícia Judiciária, e o caso será completamente esclarecido ao fim do inquérito.

A Corporação repudia veementemente todo e qualquer ato criminoso, assim como condutas ilícitas que transgridam os preceitos da ordem, da disciplina e da moral características da profissão de policial militar, diz trecho da nota.

A PMRR está acompanhando o caso e prestando assistência à vítima e sua família, finaliza a nota.