Polícia

RR está entre os estados que não tiveram mortes de transexuais em 2021

Neste ano, uma travesti, de 22 anos, foi morta com duas facadas; dado ainda não consta nas estatísticas da Associação Nacional de Travestis e Transexuais

O Brasil terminou 2021 com 140 assassinatos de pessoas transgênero e transexuais. É o que consta no relatório divulgado na última semana pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra). Conforme o levantamento, apenas os estados do Tocantins e Roraima não registraram nenhuma morte nesse grupo.

Já neste ano, em meados de janeiro, uma travesti de 22 anos, foi encontrada morta com duas facadas, no bairro Tancredo Neves, na zona Oeste de Boa Vista. 

LEIA MAIS AQUI 

Travesti é morta a facadas e suspeito do crime é preso

A pesquisa mostra que, no ano passado, 135 travestis e mulheres transexuais e cinco homens trans foram mortos no país. São Paulo foi o estado que mais matou este grupo no país, com 25 assassinatos de trans. É o terceiro ano consecutivo que SP lidera o ranking.

Em 2020, haviam sido registrados 175 assassinatos em todo o país. A Antra afirma, no estudo, que “não há uma resposta” para o quadro, e destaca que “isso não se reflete exatamente em uma queda na violência ou no número dos assassinatos contra pessoas trans em geral.

“Em 2021, o Brasil seguiu sem qualquer ação do estado para enfrentar a violência transfóbica e permaneceu como o que mais assassina pessoas trans do mundo pelo 13º ano consecutivo”, diz o estudo.

No país, os meses com maior quantidade de assassinatos de pessoas trans foram abril e agosto, com 19 casos em cada mês, seguido de janeiro e março, com 15 mortes cada.

Veja o ranking por estado:

1º São Paulo – 25 casos
2º Bahia – 13 casos
3º Rio de Janeiro – 12 casos
4º Ceará e Pernambuco – 11 casos cada
6º Minas Gerais – 9 casos
7º Goiás e Paraná – 7 casos cada
9º Pará – 6 casos
10º Amazonas, Maranhão e Rio Grande do Sul – 4 casos cada
13º Espírito Santo, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso – 3 casos cada
16º Alagoas, Amapá, Paraíba, Piauí e o Distrito Federal – 2 casos cada
21º Acre, Rio Grande do Norte, Rondônia e Sergipe – 1 caso cada
25º Roraima e Tocantins – nenhum caso