Investigação

Polícia diz que ex-senador monitorava vítima antes do homicídio

Detalhes de investigação foram revelados em entrevista coletiva nesta segunda-feira (30)

Polícia diz que ex-senador monitorava vítima antes do homicídio
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Em uma coletiva de imprensa realizada na tarde desta segunda-feira (30), a Polícia Civil de Roraima (PCRR) e o Ministério Público de Roraima (MPRR) divulgaram novas informações sobre a investigação que aponta o ex-senador Telmário Mota (Solidariedade) como principal suspeito do assassinato de Antônia Araújo de Souza, mãe da filha do Telmário. Antônia foi morta com um tiro na cabeça em 29 de setembro.

Segundo a polícia, uma assessora de longa data do ex-senador confirmou o vínculo entre Mota e o crime. Ela está com uma tornozeleira eletrônica.

“A motivação para o assassinato parece estar relacionada aos desentendimentos entre a vítima e o suspeito nos últimos 12 meses, devido a um processo criminal em andamento, no qual ela seria uma testemunha chave. O ex-senador estava monitorando a vítima antes da execução e o crime foi planejado e teve até treinamento”, explicou o delegado João Evangelista, responsável pela investigação.

Foi criada uma força-tarefa para investigar o homicídio, enfatizando que o tiro que vitimou Dona Antônia foi certeiro, caracterizando uma execução. “Identificamos diversos elementos que indicam um planejamento meticuloso e uma logística bem elaborada para a realização deste crime hediondo”, declarou o promotor Joaquim Eduardo dos Santos.

O delegado Evangelista, que também participou da coletiva, informou que o local do crime evidencia uma preparação prévia, com reuniões e treinamentos realizados pelos executores antes do ato. Segundo ele, a caçada está focada no ex-senador, que atualmente está foragido, com um mandado de prisão em aberto. “As evidências apontam para ele como o mandante do crime, planejando e coordenando a ação juntamente com outras pessoas”, afirmou o delegado.

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Desdobramentos e Apoio

Como o ex-senador está sendo considerado foragido, a Polícia Civil conta com o apoio da Divisão de Inteligência do Distrito Federal, que tem auxiliado nas diligências para monitorar o paradeiro de Telmário Mota.

O delegado também informou sobre a existência de outros processos judiciais envolvendo pensões e valores financeiros, bem como um processo criminal do ex-senador envolvendo a filha.

Medo e Insegurança

Apesar de não haver informações concretas sobre ameaças à filha de Dona Antônia, o clima de medo e insegurança permeia as testemunhas e vítimas relacionadas ao caso. “A execução de uma testemunha em circunstâncias tão brutais gera um temor natural nas demais pessoas envolvidas”, ressaltou o promotor.

Próximos Passos

A investigação continua, com a Polícia Civil e o Ministério Público trabalhando em conjunto para reunir mais elementos e concluir o inquérito. “Temos convicção de que estamos no caminho certo e que as evidências são sólidas o suficiente para responsabilizar os envolvidos”, concluiu o promotor.

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