BOA VISTA

Despachante fura bloqueio de acidente e desacata policiais militares

Caso ocorreu na tarde desta terça-feira, 23, no bairro Cambará

O caso foi apresentado na Central de Flagrantes  (Foto: Arquivo Folha BV)
O caso foi apresentado na Central de Flagrantes (Foto: Arquivo Folha BV)

O despachante, P.C.P.I., de 59 anos, furou o bloqueio de um acidente de trânsito e desacatou uma guarnição do Segundo Batalhão da Polícia Militar. O caso ocorreu na Rua Doutor Rubem Lima Filho, bairro Cambará, na tarde desta terça-feira, 23.

A via estava interditada com cones e viaturas da PMRR e Polícia Civil, quando P.C.P.I. desobedeceu a sinalização e invadiu o perímetro de segurança. Um dos policiais, abordou o veículo que o homem conduzia e informou que ele não poderia trafegar ali.

P.C.P.I. informou que violou a área porque morava mais a frente. Ele foi orientado a dar a volta, porém o homem arrancou em direção a sua residência e quase atropelou o policial.

Ao chegar em casa, ele estacionou o veículo no interior da residência e disse que queria conversar, mas foi informado pelo policial que não tinha nada para conversar.

Em seguida, o despachante disse que iria ligar para uma filha que é tenente da polícia e xingou o policial. Momento em que foi dada a voz de prisão em flagrante.

P.C.P.I. saiu correndo para o interior da casa e foi perseguido pelo PM. Ele se recusou a sair. Inclusive, deixou o policial trancado no interior do terreno e se recusou a abrir o portão.  

Depois de um tempo, a esposa de P.C.P.I. saiu de dentro da casa e disse que o marido não era bandido e iria ligar para um coronel para resolver a situação.  Em seguida, abriu o portão para a saída do agente.

Momentos depois, chegou ao local um homem com arma de fogo na cintura, e passou direto para falar com P.C.P.I e depois se dirigiu até a guarnição dizendo que era policial, mas sem se identificar, tentou argumentar que ali caberia apenas Termo de Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e disse para a equipe ir embora.

Foi pedida a identificação funcional e o homem se negou. Ele apenas disse que era agente da Polícia Federal. O advogado da família também esteve no local.

O caso foi registrado na Central de Flagrantes.