EM RORAIMA
85% das rodovias federais estão em bom estado, diz DNIT
Estudo do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes avalia as estradas pavimentadas em todo o Brasil
Por Paola Carvalho
Em 12/10/2018 às 02:25
Porém, 5% das estradas federais em Roraima são consideradas péssimas (Foto: Nilzete Franco)

As rodovias federais pavimentadas de Roraima consideradas como boas tiveram uma leve melhora, de 3%, segundo o estudo divulgado nesta semana pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). No entanto, as estradas, que já estavam ruins, ficaram ainda piores. O relatório apontou que o percentual das vias consideradas péssimas aumentou quatro vezes em apenas um ano.

O Índice de Condição da Manutenção (ICM) do DNIT apontou que a qualidade da pavimentação e conservação das rodovias federais em Roraima aumentou. Para obter essa avaliação, uma equipe técnica do órgão é enviada para percorrer cada rodovia fazendo um georreferenciamento das estradas por satélite. Durante a análise, é avaliado se há muitos buracos no asfalto, a altura da vegetação ao lado da rodovia e até as condições das placas de trânsito e sinalização.

O cálculo do ICM é obtido a partir da soma do índice que representa as condições do asfalto com o número que significa a conservação da via. Se o ICM for menor do que 30, a rodovia é considerada em bom estado de conservação e requer apenas serviços de conserva rotineira.

RORAIMA – No Estado, as rodovias consideradas como boas passaram de 82%, em 2016, para 85% em 2017. Aquelas com uma pontuação menor do que 30 são consideradas em bom estado de conservação e precisam apenas de serviços de conserva rotineira.

As regulares representam 8%, com uma pontuação entre 30 e 50. A avaliação indica que a via requer serviços de conservação mais leves. Analisando os dados do ICM do ano passado, pode-se perceber uma redução dos índices. Em 2016, por exemplo, 14% das rodovias eram consideradas regulares.

No relatório deste ano, apenas 2% das rodovias foram consideradas em situação ruim, com pontuação entre 50 e 70. Ou seja, necessitam de serviços de melhoria mais pesados. Em 2016, o percentual era de 3%. Agora, se o ICM for maior que 70, a rodovia está em estado péssimo e requer uma intervenção pesada. Em Roraima, o percentual destas estradas passou de 1% para 5%.

OUTRO LADO – A Folha entrou em contato com o DNIT em Roraima, porém, não obteve retorno até o fechamento da matéria.

Índice de RR é superior à média do país

Segundo o DNIT, das 57,2 mil quilômetros de rodovias federais pavimentadas no Brasil, 33,7 mil (59%) estão em bom estado de conservação. Esta segunda rodada de pesquisa revelou ainda que 18% das rodovias estão em estado regular; 10%, ruim; e 13%, péssimo.

No primeiro levantamento, que refletia o estado da malha federal no primeiro trimestre de 2017, 67,5% das rodovias estavam em bom estado; 21%, regular; 7%, ruim; e 5%, péssimo. O crescimento do percentual negativo, segundo o DNIT, reflete a redução no orçamento destinado à infraestrutura rodoviária.

Nos últimos quatro anos, a média do recurso do Ministério dos Transportes para o setor rodoviário caiu 28%, passando de R$ 9,66 bilhões, entre 2011 e 2014, para R$ 6,97 bilhões, de 2015 a 2018. (P.C.)

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LEITOR DO FBV DIARIO disse: Em 15/10/2018 às 01:26:57

"em que mundo ele vive"

Davi disse: Em 12/10/2018 às 09:42:37

"Quanta mentira desse Denit! Mentem mais do que o Lula, a Dilma e o Temer juntos será?"