IBGE

Taxa de pobreza em Roraima aumenta 12% em uma década

Em 2022, o estado registrou uma taxa de 45,1% da população vivendo com menos de R$ 637 por mês

Pessoas que vivem com menos de um salário mínimo estão dentro do índice. (Foto: Nilzete Franco/FolhaBV)
Pessoas que vivem com menos de um salário mínimo estão dentro do índice. (Foto: Nilzete Franco/FolhaBV)
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De 2012 a 2022, a taxa de pobreza no estado de Roraima aumentou 12,3% conforme comparativo do Brasil em Mapas. A análise é baseada na Síntese de Indicadores Sociais (SIS), da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e publicada na última quarta-feira (06).

A comparação mostrou que, em 2012, a taxa no estado era de 33,4% da população da época que vivia com menos de R$ 150 por mês. Naquele ano, a taxa nacional era de 27,3% que representava 62,5 milhões de brasileiros na linha da pobreza.

Em 2022, Roraima registrou uma taxa de 45,1% da população vivendo com menos de R$ 637 por mês. O que é pouco menos que a metade de um salário mínimo atual (R$ 660 – 2023). Além disso, o estado continua ultrapassando a taxa nacional de pobreza, que no ano passado foi de 31,6% e representa 67,8 milhões de brasileiros.

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Um dos indicadores sociais da PNAD mostra ainda que as regiões Norte e Nordeste foram as que mais tiveram a proporção de pessoas em ocupações informais. Em 2022, a proporção alcançou 60,1% no Norte do Brasil e 56,9% no Nordeste.

Os estados do Maranhão, Pará e Amazonas foram os estados que apresentaram as maiores percentuais, estado entre 57,5% e 65,5%. Em Roraima esse percentual ficou na faixa de 45,7% a 57,5%.

Brasil

O percentual de pessoas em extrema pobreza, ou seja, que viviam com menos de R$ 200 por mês, no Brasil, caiu para 5,9% em 2022, após alcançar 9,0% em 2021. Já a proporção de pessoas em situação de pobreza, que viviam com até R$ 637,00 por mês, caiu de 36,7% em 2021 para 31,6% em 2022.

Segundo o IBGE, em termos de contingente, em 2022, havia 12,7 milhões de pessoas na extrema pobreza e 67,8 milhões na pobreza, com queda de cerca de 6,5 e 10,2 milhões de pessoas, respectivamente, nessas situações de um ano para o outro.

Ainda conforme o Instituto, o rendimento do trabalho impacta a pobreza e programas sociais, a extrema pobreza. A participação dos benefícios de programas sociais no rendimento domiciliar das pessoas em situação de extrema pobreza chegou a 67,0% em 2022. Já a renda do trabalho foi responsável por apenas 27,4% do rendimento deste grupo. 

“Isso mostra a importância das transferências de renda para a composição da renda dos domicílios das pessoas extremamente pobres e a maior influência do mercado de trabalho na composição da renda da população pobre”, observa André Simões, analista da pesquisa.

Na população total, a distribuição de rendimentos por fonte ficou em 74,5% para trabalho; 18,1% aposentadoria e pensão; 3,0%, benefícios de programas sociais e 4,4% para outras fontes. 

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