Cotidiano

Primeiro caso de H1N1 é confirmado em Roraima

Vírus detectado na paciente é do mesmo tipo que está circulando no Amazonas, de acordo com a Sesau

O primeiro caso de H1N1 (também conhecido como Influenza A e gripe suína) em Roraima foi confirmado ontem, 12, pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesau). A paciente, de 26 anos, deu entrada no Hospital Geral de Roraima (HGR) na semana passada com os sintomas da doença e, após exames, na tarde dessa terça-feira houve a confirmação.

O vírus detectado na paciente é do mesmo tipo que está circulando no Amazonas. Ainda segundo a Sesau, ela foi tratada durante o período em que esteve no hospital e teve alta ontem, já tendo retornado para casa. A secretaria não deu mais detalhes sobre o caso, inclusive não informando se a jovem é de Roraima ou do Amazonas. 

A maior preocupação das autoridades de saúde no Estado é saber se houve propagação do vírus no período em que a paciente esteve em tratamento no HGR. O H1N1 consiste em uma doença causada por uma mutação do vírus da gripe e também é conhecido como Influenza tipo A ou gripe suína. 

Os sintomas e a transmissão da gripe H1N1 são bem parecidos com os da comum, mas ela pode levar a complicações de saúde muito graves e ser fatal.

No início da noite de ontem, a Folha foi informada que uma ampla reunião acontecia para reforçar a estratégia de prevenção e controle da doença nas unidades de saúde. A preocupação maior é que no Amazonas já foram registrados 91 casos com 24 mortes causadas pelo vírus.

ALERTA – Roraima já estava em alerta desde o dia 2 deste mês, depois que o Departamento de Vigilância Epidemiológica (DVE) da Coordenadoria-Geral de Vigilância em Saúde (CGVS) do Estado emitiu nota para que os profissionais de saúde se mantenham sensíveis à identificação precoce de casos suspeitos da gripe H1N1, principalmente depois dos casos confirmados no Amazonas. 

A nota de alerta considera o aumento de casos de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) e os consequentes óbitos causados pelo H1N1. 

“O alerta é o principal modo de deixar os profissionais da área da saúde atentos a qualquer caso suspeito. O trânsito de pessoas entre Roraima e Amazonas é intenso e, como é uma doença de fácil transmissão, é difícil evitar que ocorram casos aqui no Estado”, ressaltou Lincoln Valença, diretor do DVE.

A principal orientação é aplicar o Protocolo de Tratamento de Influenza do Ministério da Saúde, que consiste em fazer o monitoramento, notificação e o tratamento com o antiviral oseltamivir (TamifluR) dos pacientes que apresentem os sintomas da doença.

GRUPOS DE RISCO – São considerados alguns grupos de risco para que haja uma atenção especial. São eles: grávidas em qualquer idade gestacional, puérperas (mulheres que tiveram filho há pouco tempo) até duas semanas após o parto, adultos com mais de 60 anos e crianças com menos de 5 anos, sendo que o maior risco de hospitalização é em menores de 2 anos, especialmente, as menores de 6 meses, com maior taxa de mortalidade.

Também fazem parte desse grupo a população indígena aldeada, indivíduos menores de 19 anos de idade em uso prolongado de ácido acetilsalicílico (AAS), pessoas com duas ou mais doenças simultâneas, a população privada de liberdade e os profissionais da saúde.

PREVENÇÃO – A principal medida de prevenção contra a doença é manter em dia a vacina contra a H1N1, conforme orientação do Programa Nacional de Imunização (PNI). A vacina deve ser tomada uma vez por ano.

A higienização das mãos e evitar a permanência em locais de grande aglomeração, quando há os sintomas da doença, também são maneiras eficazes de evitar a transmissão.