Cotidiano

PF vai usar tecnologias para monitorar fronteira com Venezuela

Foi assinado nesta quinta-feira, 20, um Acordo de Cooperação Tecnológica (ACT),  entre a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e a PF, que permitirá o uso de tecnologias de cidades inteligentes para combater crimes na fronteira com a Venezuela, em Pacaraima.

“Conhecer para proteger”. Esse é o slogan do projeto MITRA, da Polícia Federal, que visa combater, de forma estratégica, que migrantes sejam vítimas de exploração por parte de traficantes e contrabandistas.

O termo de parceria prevê o uso de ferramentas como a biometria, o reconhecimento facial, drones com potentes câmeras, cruzamento e armazenamento de dados, com o objetivo de melhor identificar pessoas e cargas que ingressam nas fronteiras do país.

O sistema inteligente de monitoramento, chamado FronteiraTech (da ABDI), será inicialmente implantado na fronteira entre Brasil e Venezuela, em Pacaraima (RR). Segundo a Polícia Federal, o auxílio desses mecanismos de última geração, testados pela ABDI, vai contribuir para, simultaneamente, otimizar investigações criminais e preservar a dignidade da pessoa humana.

Segundo o presidente da ABDI, Igor Calvet, as tecnologias de cidades inteligentes têm como objetivo principal a melhoria do bem-estar da população. “O uso das soluções tecnológicas de cidades inteligentes deve cumprir sua missão de, principalmente, melhorar a qualidade de vida do cidadão. Nós da ABDI temos como missão ajudar as cidades a cumprir esse objetivo, que é um dos pilares do desenvolvimento sustentável do país”, disse. 

FronteiraTech

O FronteiraTech é um projeto da ABDI na área de Cidades Inteligentes que inclui sistema inteligente de controle, monitoramento e segurança, para uso nas zonas de fronteira. Foi inaugurado na Ponte Internacional da Amizade em Foz do Iguaçu (PR), na fronteira com o Paraguai.

A iniciativa faz uso de sistemas inteligentes de monitoramento com o objetivo de contribuir para o controle aduaneiro. O projeto será replicado na fronteira com a Venezuela, em Pacaraima (RR), para apoiar as ações de segurança pública com o uso de tecnologias que combinam inteligência artificial, big data e Internet das Coisas (IoT).