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Pastor evangélico acusado de crimes sexuais promovia Culto 'Vem, novinha' em sua igreja

Esposa do pastor disse que ideia era reinterpretar temas para atrair jovens. Pastor foi preso no início deste mês.

Atrações que ocorriam quinzenalmente para os jovens na congregação tinham nomes como “Tinder” e “Rei do Camarote - Foto: Reprodução/Internet
Atrações que ocorriam quinzenalmente para os jovens na congregação tinham nomes como “Tinder” e “Rei do Camarote - Foto: Reprodução/Internet

A igreja Casa, fundada pelo pastor Davi Passamani, recentemente envolvido em acusações de crimes sexuais, promovia cultos com temas peculiares. Um desses eventos, realizado em agosto de 2022, foi intitulado de forma controversa como “Vem, Novinha”.

Três jovens ex-membros da congregação denunciaram Davi por assédio ou importunação sexual a partir de 2020. Em um dos casos, ele chegou a um acordo com o Ministério Público e foi condenado a pagar uma indenização de R$ 50 mil. Um terceiro caso está sob investigação pela Polícia Civil. O pastor foi detido em 4 de abril.

A igreja, estabelecida em Goiânia (GO) em 2017, ganhou notoriedade por sua abordagem peculiar nos cultos e eventos. Além de “Vem, Novinha”, outras atividades realizadas quinzenalmente para os jovens tinham nomes como “Tinder” e “Rei do Camarote”.

A esposa de Davi na época, a pastora Giovanna Lovaglio, justificou ao site Fuxico Gospel em agosto de 2022 que tais cultos tinham o propósito de evangelizar e reinterpretar temas, buscando atrair os jovens para a igreja ao dialogar com sua realidade.

“Com esse movimento, nós conseguimos entrar na realidade dos jovens para tratar e ressignificar temas, pois sabemos que não adianta fechar os olhos para certos problemas, com medo de causar polêmica, pois essas questões não vão deixar de existir”

pastora Giovanna Lovaglio

Em dezembro do mesmo ano, Davi deixou a igreja Casa para fundar uma nova congregação chamada A Porta. Giovanna permanece à frente da Casa, junto com outros líderes religiosos. O casal se divorciou em novembro, e Giovanna obteve uma medida protetiva contra Passamani por violência psicológica.

A defesa do pastor refuta todas as acusações de crimes sexuais, alegando que as denúncias são parte de uma conspiração para prejudicar o líder religioso e apropriar-se de seu patrimônio, e assegura que tudo será esclarecido em breve.