Cotidiano

MEC faz bloqueio e falta de recursos pode afetar estudantes na UFRR

O novo bloqueio no orçamento da Universidade Federal de Roraima, anunciado esta semana pelo Ministério da Educação, atinge principalmente o orçamento discricionário e o Programa Nacional de Assistência Estudantil – PNAES.

Especificamente em relação aos estudantes, o bloqueio atingiu 39,85% do valor disponível para bolsas, auxílios, moradias, alimentação, entre outros benefícios essenciais para o acesso e permanência dos estudantes mais vulneráveis. Os pró-reitores apresentarão à Administração Central da UFRR medidas que podem ser tomadas diante o bloqueio de recursos. 

“As medidas anunciadas comprometem todas as atividades da nossa universidade e merecem a nossa mais profunda preocupação. Nesse momento, iniciamos reuniões de planejamento para reorganizar o nosso orçamento com intuito de minimizar esse novo impacto nas atividades da UFRR” explicou a Instituição por meio de nota pública.

Na Universidade, que completou 32 anos, estes não foram os primeiros valores bloqueados. Segundo a Instituição este é o menor orçamento histórico desde 2010, apesar do crescimento da inflação de 12,2% no período.

Segundo a Instituição, ao longo dos últimos anos, as universidades públicas brasileiras vêm sofrendo severos cortes e bloqueios orçamentários que estão impactando relevantemente o seu funcionamento, o ensino, a pesquisa e a extensão entre outras atividades fundamentais como a assistência estudantil.

“Mantivemos nossas atividades através de muito planejamento e processos de gestão e governança, e ficamos sem cortar ou diminuir nenhuma atividade primordial, inclusive com aumento de benefícios.  A UFRR se mantém resistente, como vem se mantendo ao longo desses dois anos de restrição orçamentária e diante de uma das maiores pandemias da última década, mantendo o ensino, a pesquisa e a extensão de qualidade, pública e gratuita, e com o protagonismo que sempre teve ao longo dos seus 32 anos em Roraima”.

A Instituição

Atualmente a UFRR oferece 48 cursos de graduação, com mais de 7 mil acadêmicos matriculados e atividades em três campi: Paricarana, Cauamé e Murupu. Se destaca por oferecer intercâmbios e promover um processo de internacionalização do ensino, por meio da mobilidade acadêmica. Oferece ainda aulas de Língua Portuguesa para facilitar o processo de adaptação de alunos estrangeiros e formação intercultural para professores e gestores indígenas.