Cotidiano

Roraima enfrenta surto de Chikungunya

De janeiro a abril do ano passado, foram confirmados quatro casos de Chikungunya em Roraima. E este ano o número de casos da doença já chegou a 97

Roraima atualmente enfrenta um surto epidemiológico de Chikungunya, doença viral transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, que também é transmissor da dengue e Zika. Os dados são da Sesau (Secretaria Estadual de Saúde), que aponta que de janeiro a abril do ano passado, foram confirmados apenas quatro casos da doença em Roraima. Já este ano, até o mês passado foram confirmados 97 casos.

Os casos de Zika também aumentaram. De janeiro a abril de 2016 foram confirmados 56 casos. Este ano, foram 80 casos até o momento. Já em relação aos casos de dengue, houve redução. De janeiro a abril de 2016, foram confirmados 81 casos, enquanto que este ano foram apenas 21.

A diretora estadual de Vigilância Epidemiológica, Luciana Grisoto, afirmou que este aumento já era esperado pelas autoridades. “Como muitas pessoas no Estado já tiveram dengue, aumentam as chances de surto de outras doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. No caso da Chikungunya, houve um crescimento muito grande nos primeiros meses deste ano”, explicou.

A chegada do período chuvoso é um fator que favorece o aumento no número de casos. Para coibir o problema, o Estado afirma que está monitorando e dando suporte às atividades de combate, que são realizadas pelos Municípios. Isso inclui os veículos UBV (Ultra Baixo Volume), conhecidos como carro-fumacê, disponibilizados pela Sesau, conforme a solicitação dos gestores municipais.

Para dar mais efetividade às ações, outras técnicas de combate aos focos estão sendo analisadas. “Estamos estudando outras maneiras de reforçar o combate, como por exemplo, com a instalação de ´ovitrampas´, que são armadilhas que ajudam a evitar a proliferação de novos mosquitos”, comentou Luciana, ao frisar que o projeto deve ser concretizado em breve.
 
Prefeitura intensifica combate em Boa Vista

Para controlar o problema, a Prefeitura de Boa Vista está intensificando as ações de combate ao Aedes aegypti em todos os bairros da Capital. Conforme informações da Semsa (Secretaria Municipal de Saúde), o Município tem trabalhado com um calendário de atividades executadas junto com os agentes de Endemias e profissionais do setor.

Mas, além do poder público, o combate ao mosquito é um dever do cidadão. As orientações da Prefeitura são de que as pessoas que mantenham os depósitos de água tampados evitem o acúmulo de água, troquem a água dos vasos de plantas por pelo menos uma vez por semana, pois o ciclo de reprodução do mosquito, do ovo à forma adulta, pode levar de cinco a 10 dias. Além disso, a recomendação é que recebam os agentes de Endemias em casa.

LIRAa- O último registro do LIRAa (Levantamento de índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti), classificou o Município com índice de 3,4%, considerado de médio risco para a transmissão das doenças. Para reduzir ainda mais este índice, os agentes de combate às endemias atuam em visitas domiciliares diariamente para orientar a população sobre as medidas de prevenção, realizando a eliminação dos criadouros e fazendo o tratamento químico em depósitos.

Esses profissionais cumprem um cronograma de palestras de Educação e Saúde nas escolas municipais, estaduais e nas unidades básicas de saúde da Capital, realizando blitzen educativas em pontos estratégicos daqueles bairros classificados com maior índice de infestação. (B.B)
 
Com risco de epidemia, população do interior do Estado deve ficar alerta
 
O LIRAa (Levantamento de índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti), ferramenta criada para identificar os locais com focos do mosquito, mostra que o município de Rorainópolis tem alto risco de epidemia. Já os municípios de Alto Alegre, Boa Vista, Cantá, Caracaraí, Caroebe, Iracema, Mucajaí, São João da Baliza, São Luiz e Uiramutã estão com status de médio risco de epidemia.

Atualmente, somente os municípios de Amajari, Bonfim, Normandia e Pacaraima possuem baixo risco ou risco considerado satisfatório. No entanto, conforme dados da Sesau, o número de casos das doenças transmitidas pelo Aedes tem aumentado significativamente.

Para tentar reverter essa situação, a Coordenação Estadual de Vigilância Epidemiológica realizou visitas e tem mantido contato com os prefeitos dos municípios como uma forma de alertá-los para a importância de intensificar as ações de combate ao mosquito.
 
Bombeiros reforçam cobertura das visitas domiciliares

Para combater as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti Boa Vista, o Governo de Roraima disponibilizou 34 bombeiros militares para reforçar a cobertura das visitas domiciliares junto com os agentes de endemias da Capital. Os profissionais foram treinados para atuar durante os meses de maio e junho, a partir da próxima semana.

Os agentes realizarão inspeções criteriosas em depósitos, terrenos baldios, calhas, entre outros possíveis focos do mosquito. Mas, quando necessário, a população será orientada a respeito da prevenção e controle das doenças transmitidas pelo vetor. Além dos bombeiros, o Exército também poderá ajudar nas visitas domiciliares juntamente com os demais agentes. Este apoio está em fase de articulação pelo Governo do Estado. (B.B)