ESCOLA MILITARIZADA
Mãe não consegue matricular filha
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Por Minervaldo Lopes
Em 05/02/2018 às 00:29
A dona de casa S.L., alega que a filha não tem como estudar distante da casa onde mora (Foto: Hione Nunes)

As aulas na rede estadual se iniciam nesta segunda-feira. Mesmo assim, alguns pais reclamam de dificuldade em conseguir vagas. É o caso de S.L., 38 anos, que tenta matricular a filha no Colégio Militar Estadual Elza Breves, no bairro Laura Moreira. 

A dona de casa conta que até o ano passado a filha estudou na Escola Municipal Raimundo Eloy Gomes. Como o município oferece vagas da educação infantil até o 5º ano do ensino fundamental, a filha tem que estudar na rede estadual.

“Minha filha tem 10 anos. Ela tem arritmia cardíaca. Por esse motivo, a gente precisa estar alerta para eventuais problemas. Como o Colégio Elza Breves fica a uma quadra atrás da minha casa, tentei matrícula ali, mas não há vaga para ela. Isso me deixa preocupada, pois as aulas começam nesta segunda-feira”, disse.

Segundo informou a moradora, a seleção dos alunos para o ensino militar ocorre por meio de sorteio e este ano, foram ofertadas 120 vagas, além de cinco vagas na lista de espera. Nem mesmo a apresentação dos exames de saúde da garota convenceu a direção da unidade.

“Fui à Secretaria Estadual de Educação (Seed) e lá me disseram que não poderiam fazer nada. A solução seria matricular minha filha na Escola Estadual Maria Sônia de Brito. Tenho duas filhas e o único meio de transporte para deixá-las é uma bicicleta. A mais nova tem quatro anos e estuda na Escola Raimundo Eloy e a Sônia de Brito [Escola] fica no bairro Senador Hélio Campos. Não tem como mandar ela ir sozinha de ônibus todos os dias para lá. Meu temor é que ela passe mal e ninguém consiga me avisar”, frisou.

A mãe critica o processo de seleção. Para ela, a direção deveria priorizar os moradores da comunidade. Em vez disso, diz que boa parte dos selecionados mora em bairros distantes do Laura Moreira.

“Deveriam priorizar quem mora aqui. Mas, tem alunos de outros bairros, como Cidade Satélite, que estudam lá. Engraçado é que antes, escolas da periferia eram marginalizadas e muitos pais preferiam matricular os filhos em unidades do centro. Agora, como melhorou o padrão da escola, ocorre o inverso”, comentou.

SEED – Questionada sobre a reclamação da moradora, por meio de Nota a Secretaria Estadual de Educação (Seed) informou que pais que não conseguiram matricular os filhos, podem procurar a sede da Secretaria, na rua Barão do Rio Branco, 1495, Centro.

Ressalta que avalia cada caso, observando as necessidades de cada família para que os alunos sejam matriculados em escolas próximas de sua residência, e garante que todos os estudantes que buscarem vaga terão a matrícula efetivada. (M.L)

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