COMBUSTÍVEIS
Em sete meses, Petrobras já alterou 144 vezes o preço da gasolina
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Consumidor se queixa de que, nas bombas, o valor só muda para cima. Reajuste acumulado nos postos é três vezes a alta nas refinarias
Por Folha Web
Em 04/02/2018 às 16:01
O governo admite que reajustes pressionam a inflação de 2018. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Arquivo

Desde julho do ano passado, quando adotou uma nova política de preços para os combustíveis, a Petrobras já promoveu 144 ajustes, 24 apenas neste ano. Nessa sexta, anunciou aumento de 0,5% para gasolina e de 0,6% no diesel, a vigorar a partir deste sábado.

Tantos movimentos resultaram numa alta acumulada de 15% em 2017. Mas, com algumas reduções este ano, o reajuste acumulado desde então é de cerca de 8%.

O dado revelou o descompasso dos preços praticados pelos postos, cuja alta é de quase 30%.

Nas bombas de Roraima, o aumento chega a R$ 4,19, e essa distorção ocorre, conforme a estatal, porque os preços são livres no Brasil.

Mesmo que a Petrobras promova reduções nas refinarias, as distribuidoras e os donos de postos colocam suas margens em cima e, infelizmente, estão sempre mais dispostos a aumentar do que a reduzir os valores cobrados.

Por conta disso, o governo admite que os sucessivos reajustes na gasolina podem pressionar a inflação de 2018.

Rildo Lopes disse: Em 04/02/2018 às 17:29:57

"Quando é pra aumentar sempre coincide com renovação de estoque por o reajuste acontece ligeiro....Mas quando é pra diminuir o estoque tá cheio."