TENEBROSO
Cadeirante integrante de facção criminosa é preso pela PM e Dicap
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Arma de fogo, pacotes contendo maconha, celulares e anotações do crime foram encontrados na residência do cadeirante
Por João Barros
Em 18/01/2018 às 00:48
Tenebroso, como é conhecido, é acusado de ter matado a esposa em 2015 (Foto: Nilzete Franco)

Na manhã de ontem, dia 17, o cadeirante Jonata Santos Farias, vulgo “Tenebroso”, de 28 anos, foi preso por policiais militares do Departamento de Informação e Inteligência e agentes da Divisão de Inteligência e Captura. A prisão ocorreu quando os policiais procuravam por um foragido no bairro Nova Cidade, na zona oeste de Boa Vista. Tenebroso estava sendo investigado há algum tempo e, em sua casa, foram encontrados materiais ilícitos e anotações criminosas.

“Foi pedido o apoio da Dicap para diligenciar até o endereço e, durante a abordagem, foi encontrado o Jonata que também já estava sendo investigado por fornecimento de arma a membros de uma facção. Tivemos acesso a várias fotografias em que ele aparece portando armas de fogo diversas”, explicou o chefe da Dicap, Roney Cruz.

Mesmo não localizando o foragido, as equipes resolveram fazer buscas no imóvel e encontraram uma arma de fogo, cerca de 170 gramas de maconha, anotações do crime organizado e do controle do tráfico de drogas, R$ 200 em espécie, comprovantes de depósito do crime organizado e dois celulares, que possivelmente sejam frutos de troca por drogas. A arma, conforme a Dicap, é uma espingarda, calibre 28, com cano e coronha serrados e um cartucho também calibre 28.

“O foragido não foi encontrado no local. Tenebroso alegou que o foragido passou três dias por lá e saiu ontem, ou seja, procedia a informação porque o foragido faccionado esteve no local. Ele mesmo disse que o foragido era “irmão de camisa” dele, o que significa dizer que ambos pertencem à mesma facção”, acrescentou Cruz.

Apesar de ser cadeirante, a Dicap informou que Jonata consegue ficar em pé, fazendo uso de uma das pernas. Ele foi preso em 2015 por ter matado a esposa a tiros no município de Normandia, região leste do Estado, alegando que era maltratado pela mulher por ser cadeirante.

“Ele foi preso em 8 de junho de 2016, ficou no sistema durante um tempo, mas recebeu alvará de soltura em março de 2017. Não nega que integra organização criminosa, até mesmo porque nós já sabemos que ele é faccionado. Já foi preso em outras situações. Ele alega que a droga é para consumo, mas facilmente percebemos, numa análise preliminar, que não é. Eles usam esse argumento para tentar escapar da Justiça. Tinha informações do crime no celular”, ressaltou o chefe da Dicap.

O cadeirante foi conduzido ao Grupo de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Graco), onde deverá ser autuado por tráfico, posse ilegal de arma de fogo e organização criminosa.

SEM SELEÇÃO – Estrangeiros, pessoas com deficiência, adolescentes, idosos, todos passaram a ser recrutados pelas organizações criminosas. “Eles estabeleceram alguns critérios, mas ao longo do tempo foram diminuindo essa restrição para conseguir cooptar o maior número possível de integrantes e tentar dominar o maior espaço”, enfatizou Cruz.

ENGANADO – Conforme as informações da Polícia, Jonata nasceu no estado da Bahia e veio para Roraima atraído pela mulher com quem viveu antes de matar. O cadeirante teria conhecido a esposa pelas redes sociais e foi convencido com falsas promessas e por uma foto falsa no perfil. “A mulher conversava com ele usando a foto de uma jovem de 20 anos. Ele se animou e veio, mas quando chegou aqui descobriu que se tratava de uma senhora”, contou Roney. (J.B)

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