Por Francisco Cândido
Em 19/10/2016

RUA ANTONIO BATISTA DE MIRANDA
Bairros: Equatorial e Santa Luzia

Antônio Miranda – o “Mirandão”, também chamado de “Pai, Paizão”-, foi um dos primeiros a trabalhar com metalurgia em Roraima. Ele fez as grades, portas e janelas de ferro para os primeiros prédios públicos; portões para escolas e residências, além de equipamentos para montaria, no caso, estribos e esporas para cavalos, além de brida, ferraduras, cabeçote, arreios, e tinha até encomenda para fazer Sino de igreja. Sua oficina, ao mesmo tempo moradia, chamava-se “Oficina Progresso - de A.B. De Miranda”, e estava instalada em terreno próprio onde hoje é o novo prédio da Defensoria Pública, ao lado da Igreja Universal (na esquina das Ruas Sebastião Diniz, com Araújo Filho).

Mas, aquela casa-oficina era uma verdadeira casa de festas nos finais de semana e principalmente na época do carnaval, quando o “Mirandão” era aclamado o “rei Momo” da folia. Ele usou a coroa pela primeira vez em 1968 e, a partir de 1970, consecutivamente, até o ano de 1983, quando passou para o seu filho Miguel. A escolha para ser o rei do carnaval era feita através da Rádio Roraima (quando a emissora funcionava no prédio do antigo Teatro Carlos Gomes). Os ouvintes telefonavam, escreviam ou iam pessoalmente manifestar o voto.

Mas, a escolha recaia sempre no “Mirandão”. A festa começava na casa dele e depois seguia em cortejo até a esquina das Ruas Sebastião Diniz com Jaime Brasil, no Centro, onde já o esperava a Banda de Música da Prefeitura (e, amigos com seus próprios instrumentos musicais). A festa, com desfile em cima de um Jeep ou mesmo no chão, nas “batalhas de confetes”, só terminava às 22h, quando era desligada a energia elétrica dos postes da cidade.

Depois de um descanso, as pessoas iam à noite para a União Operária e para as sedes dos Clubes de futebol onde aconteciam os Bailes Carnavalescos, tudo organizado e bem familiar.

A família do Miranda é privilegiada. Todas as filhas são bonitas. A NÉLGIA, por exemplo, foi várias vezes Miss GRESSB (título disputadíssimo, à época); além de Rainha da Exposição/Expofer, e destaque em todos os eventos em que participou. A outra filha, a CEISTHER, foi Miss Roraima (representou o Território Federal de Roraima no Rio de Janeiro); também foi Rainha da Feira de Exposição, Garota do Esporte, Garota Verão, Garota Biquíni, etc, etc. E, devido ao pai que foi rei Momo por vários anos consecutivos e as filhas misses e rainhas, a residência do Miranda era chamada de “Casa da Monarquia”, devido à “realeza” que ali habitava. A Ceisther é nutricionista em Manaus e casada com Jaime Marques Brasil (roraimense e ex-prefeito de Manaus, filho de Aluysio Brasil e da senhora Salette Brasil). O casal tem um filho: o Advogado Jaime Marques Brasil Junior.

O patriarca da família, o senhor Antonio Batista de Miranda, nasceu em Manaus em 22/10/1910. Era filho de Alberico Batista de Miranda e de Maximiliana Soares de Miranda. Na juventude Antonio Miranda ingressou como Oficial na Marinha Mercante e, depois de viajar por vários países, retornou a Manaus. E, ao deixar a vida militar, veio para Boa Vista chegando no dia 10/05/1940, passando a trabalhar com fundição de metais.

Casou a primeira vez com a senhora Palmira, com a qual teve 6 filhos; no segundo casamento, com a senhora Eva (Branca), mais 6 filhos; no terceiro, com a senhora Ilda, mais 4 filhos; e, no quarto e último, com a senhora ODÍLIA PEREIRA DE MIRANDA (ela aniversaria no dia 13 de outubro, mas a comemoração neste ano (2016), aconteceu no dia 15, devido à espera dos filhos e netos que estavam em outros estados e vieram prestigiar o seu Aniversário de 96 anos.

O casal Antonio Miranda e Odília Miranda teve 9 filhos: Francisca das Chagas, Maria Luiza, Raimundo, Ernani, Ilka, Ceisther, Aglair, Reinaldo, e Nélgia.

O senhor Antonio Miranda faleceu no dia 16/11/1997, aos 87 anos de idade. O vereador, à época, Ruben Bento, foi o  autor do Projeto de Lei que denomina a antiga Rua C-54 (nos Bairros Equatorial e Santa Luzia), como Rua Antonio Batista de Miranda, conforme a Lei nº 691/03, promulgada pela Prefeitura de Boa Vista no dia 01/09/2003).

A Rua Antonio Batista de Miranda inicia na Rua Z-6, no Bairro Equatorial, atravessa a Avenida Ataíde Teive, e finda na Rua Nivaldo Conceição Gutierrez, no Bairro Santa Luzia.

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Francisco Cândido
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