Por Jessé Souza
Em 02/10/2017

É a hora de ficar esperto!

Ao chegar ao posto de combustível, dois frentistas ficaram disputando, entre olhares e má vontade, quem iria fazer o atendimento. Quando decidiram, eu já havia me aborrecido e decidi ir embora, pois a menos de um quilômetro, na mesma avenida, havia outro ponto de abastecimento.

Na noite de sábado, no supermercado que já estava perto de fechar, por volta das 22h, a caixa atendia visivelmente na má vontade e fazia questão de ser lenta e impor dificuldade no atendimento. E já percebi antecipadamente sua intenção de não ser simpática ao não responder ao “boa noite”.

São dois casos que ocorreram em dias seguidos, na semana passada, em estabelecimentos diferentes, que mostram por que os donos de empresas estão contratando venezuelanos no lugar de brasileiros, em Boa Vista.

Mesmo com a oferta de emprego cada vez mais escassa devido à concorrência com mão de obra estrangeira, os brasileiros agem com desleixo e acomodação, como se não quisessem trabalhar.

Os venezuelanos e venezuelanas já são maioria nas lanchonetes e restaurantes na praça de alimentação do complexo Ayrton Senna, por exemplo. Eles também já ocupam boa parte da mão de obra nos caixas de supermercado. Também começaram a ocupar as vagas de atendentes de loja.

Se o roraimense não abrir os olhos, as vagas no mercado serão todas ocupadas por estrangeiros, que vieram e estão vindo para o Brasil em busca de oportunidade e estão com seus cartazes, nos semáforos, oferecendo sua mão de obra.

A reforma trabalhista, que irá entrar em vigor no mês que vem, abrirá possibilidades para acordos entre patrão e empregado, além de terceirização nos setores público e privado. Isso significa mais chances de os imigrantes que estão chegando ganharem a disputa pelas vagas que ainda restam ou que forem abertas a partir de agora.

Estamos nos últimos meses em que as leis trabalhistas em vigor sejam aplicadas. As novas regas estão por vir e a situação vai apertar ainda mais, principalmente para quem não quer trabalhar. Se já está difícil emprego, com a chegada de mão de obra venezuelana a tendência é piorar.

Se continuarem nessa acomodação, achando que o “vale alimentação” do governo será para sempre e que a moleza do passado nunca irá passar, quem vai para as sinaleiras pedir ajuda serão os brasileiros, muito em breve. O momento político pelo qual o Brasil passa é de crise e a tendência que este governo já mostrou é retirar mais direitos. E concurso público ficará cada vez mais difícil. Fiquem espertos!

*Jornalista
jesseroraima@hotmail.com
Acesse: www.roraimadefato.com.br

Jessé Souza
jesse@folhabv.com.br
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