Por Jessé Souza
Em 27/06/2017

Vida atual aos taxistas

Com absoluta certeza, a população entende que os taxistas convencionais e de lotação precisam ganhar o pão de cada dia para manter suas famílias e pagar as contas no fim de cada mês. Porém, essa mesma população também está pensando no seu bolso e no seu bem-estar, por isso é favorável ao sistema do Uber como nova forma de se locomover a preço mais baixo e com melhor comodidade proporcionada pela tecnologia.

Não há volta para o Uber. A sociedade tem evoluído com o avanço da tecnologia e os taxistas precisam compreender isso e se adequarem à nova realidade. Pedir o fim do Uber é como querer que a imprensa continuasse apenas em papel jornal, impedida de usar a internet como novo caminho sob a alegação de que vai decretar a morte dos jornais impressos.

Não fazemos ideia de como será o mundo daqui a alguns anos, mas temos a certeza de que a tecnologia não retrocederá, a não ser que haja um Armagedom ao estilo de filmes hollywoodianos, reduzindo a humanidade a cinzas para que tudo comece do zero. Os taxistas precisarão se reinventar sob pena de serem devorados pela preferência do consumidor.

Não cabem mais no bolso do consumidor, nem na mente da sociedade, as bandeiradas dos taxistas que esfolam o bolso do passageiro, como se esse serviço de concessão pública fosse uma oligarquia intocável e imutável. E isso sem falar no tratamento dispensado por uma boa parte desses profissionais, que agem em um corporativismo primitivo, a ponto de partir para a briga antes de buscar entendimento.

É preciso que o sistema de táxi convencional se reinvente, assim como os veículos de comunicação estão aprendendo a se reinventar diante da internet com o avanço das redes sociais e do WhatsApp. O futuro pode não ser sabido com antecedência, mas as categorias atingidas pela modernidade não podem achar que tudo é incerto e se preparar para ele.

Ir contra a instalação do Uber por si só não tem a aprovação de seus clientes, a população. Pode-se cobrar que o Uber pague impostos e se cadastre, mas não que o serviço seja extinto. Afinal, se for medir por aí, os taxistas são beneficiados com o dinheiro do contribuinte, por meio da isenção de impostos (IPI, IOF e até IPVA), bem como linhas de financiamentos públicos.

Ninguém quer que os táxis despareçam, mas que se adequem, a exemplo de se comunicar com o seu público de forma rápida, que possam ser avaliados também e que cobrem preço justo. Não é querer demais, apenas querer modernização do serviço a preço praticável nessa economia de crise.

*Jornalista
jesseroraima@hotmail.com
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Jessé Souza
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