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CAMPANHA ELEITORAL
Voto de bancada Federal custou entre R$ 21 a R$ 190
Cálculo considera as despesas contratadas informadas ao TSE e o número de votos de cada senador e deputado federal eleito nestas eleições
Por Folha Web
Em 12/11/2018 às 12:26
O custo médio para os deputados federal foi de R$ 10,10, enquanto o custo para os senadores foi de R$ 26,21 (Foto: Divulgação)

Entre os 513 deputados federais eleitos, segundo TSE, o custo médio de R$ 10,10 por cada voto conquistado. Nesse quesito, Shéridan (PSDB-RR) foi a parlamentar que mais gastou nesta campanha.

 
A Justiça Federal, ela informou ter gasto R$ 2,3 milhões, ou R$ 190,22 por cada um dos mais de 12 mil votos que recebeu. Logo atrás da parlamentar aparecem Édio Lopes (PR-RR), com pouco mais de R$ 150 reais; e Hiran Gonçalves (PP-RR), com gasto estimado entre R$ 100 e R$ 150 por cada voto recebido.
 
Já Joenia Wapichana (Rede) foi a que menos gastou. Eleita com 8.491 votos, gastou 169 mil, ou R$ 21 por voto.
 
O deputado federal Alexandre Frota (PSL-SP) foi o que menos gastou nesta eleição. Obtendo 155.522 votos, ele gastou pouco mais de R$ 14 mil, ou R$ 0,09 por voto.
 
Em 2014, o custo médio dos eleitos em 2014 foi de R$ 751 milhões, montante que acabou aumentando para R$ 960 milhões, com a aplicação de reajuste de inflação. O custo médio por voto, naquele período, ficou em R$ 16,52.
 
Ainda segundo a Justiça Eleitoral, naquela eleição o parlamentar com o custo de voto mais caro foi Édio Lopes, que desembolsou R$ 157,51 por cada um dos 15.290 votos que recebeu. Situação contrária a de Marco Feliciano (atualmente do Podemos-SP), que gastou R$ 0,36 por cada um dos 398.087 votos conquistados.
 
Já entre os parlamentares de mais esbanjaram em despesas de campanha, a média mínima ficou orçada em R$ 1 milhão. A recordista aqui foi à deputada Paula Belmonte (PPS-DF), que informou despesa de 2,5 milhões, dentro do teto estipulado pela Justiça Eleitoral.
 
Já o ex-senador Aécio Neves (PSDB-MG) e Bruna Furlan (PSDB-SP) gastaram R$ 2,4 milhões, figurando entre os parlamentares “gastadores”, situação contrária dos deputados Daniel Silvestre (PSL-RJ), Tio Trutis (PSL-MS) e Alexandre Frota (PSL-SP), com gasto entre R$ 12 mil a R$ 14 mil.
 
CUSTO ENTRE OS SENADORES ELEITOS - Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontam que o custo de voto dos 54 senadores eleitos este ano variou entre R$ 0,03 a R$ 26,21. O cálculo leva em consideração a relação entre despesas e número de votos para cada parlamentar.
 
De acordo com o levantamento, Mecias de Jesus (PSL-RR) teve o maior custo entre os eleitos deste ano. Obtendo mais de 85 mil votos, ele declarou a Justiça Eleitoral despesa de R$ 2,2 milhões, um pouco abaixo da margem mínima do teto de gastos, que é de R$ 2,5 milhões. Cada voto do senador eleito saiu, portanto, por R$ 26,21
 
Abaixo do senador roraimense aparecem Márcio Bittar (MDB-CE), com gasto médio de R$ 10,97 por voto;  e Confúcio de Moura (MDB-RO), que desembolsou R$ 10,18. Já o custo mais baixo foi do Major Olímpio (PSL-SP), que gastou apenas R$ 278,9.
 
Nas eleições de 2014, quando 2/3 do senado foi renovado, o custo mais alto foi registrado por Ivo Cassol (PP-RO), que gastou R$ 7,9 milhões, ou R$ 17,39 por cada um dos mais de 457 mil votos que recebeu. Já Jorge Viana (PT-AC) foi o senador com menor custo daquele ano, com despesa de R$ 54 mil, gastando, em média, R$ 0,26 por voto.
 
Entre os parlamentares com maior despesa de campanha está à senadora Mara Gabrieli (PSDB-SP), que declarou ter gastado R$ 5,3 milhões na campanha deste ano. Logo em seguida aparecem os senadores Rodrigo Pacheco (DEM-MG), com R$ 3,7 milhões; Eduardo Girão (PROS-CE), Professor Oriovisto Guimarães (Podemos-PR), Weverton Rocha (PDT-MA) e Vanderlan Cardoso (PP-GO), com R$ 3 milhões cada.
 
Já o senador Capitão Styvenson (PROS-CE) foi o que o parlamenta eleito com o menos gasto de campanha, com despesa de apenas R$ 35,6 mil.
 
INFORMAÇÕES: TSE.

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