CRISE MIGRATÓRIA
Vereadora pede ação urgente do Poder Público no bairro Caimbé
Moradores não aceitam a movimentação de venezuelanos na localidade
Por Folha Web
Em 07/02/2018 às 20:00

A situação decorrente do expressivo fluxo migratório de venezuelanos nos últimos meses no bairro Caimbé foi narrada em um abaixo assinado realizado por moradores e encaminhado a instituições do Poder Público, responsáveis, de alguma forma, por uma solução para as demandas. A informação é da vereadora Mírian Reis (PHS), que participou da movimentação comunitária junto aos moradores mais antigos da região, que pediam uma intervenção política para a problemática.

“Não é que os moradores e a vereadora estejam pedindo que eles (imigrantes) saiam dali, mas pedindo que haja um convívio e que haja um preparo para os venezuelanos respeitarem os moradores e os moradores saberem conviver com os venezuelanos”, comentou.

Ela salientou que o bairro é residencial, e que as famílias estão incomodadas com uma série de situações, como, por exemplo, casos de ataque violento ao pudor em plena luz do dia.

“A minha preocupação é com as crianças que saem para escola e veem essa situação acontecendo na frente da sua casa e das famílias que moram ali”, alertou.

Mírian Reis informou ainda ter encaminhado ofício para a Prefeitura de Boa Vista, Governo do Estado, Delegacia Geral, e SMTRAM (Secretaria Municipal de Trânsito), para que aconteça mais fiscalização na região em estabelecimentos como pousadas, bares, entre outros, até mesmo a título de orientação.

“Nós já tivemos resultado. A prefeitura fez um levantamento, mandaram os fiscais ali e houve um levantamento para checar se os alvarás estavam regulares. O comandante do Policiamento da Capital esteve comigo, aumentou o policiamento ostensivo ali naquele local e quando existe, de fato, o ataque ao pudor, essas pessoas estão sendo recolhidas para delegacia para prestar depoimento”, adiantou.

Ela informou ainda que deve solicitar a realização de uma audiência pública, dessa vez in loco, no bairro Caimbé, para discutir uma solução para um convívio mais harmônico entre residentes da região e imigrantes que passaram a morar naquele bairro.

“Estamos muito preocupados com Boa Vista, estamos muito preocupados com Roraima. Boa Vista não comporta esse número de imigrantes”, concluiu.

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