SAÚDE
Surto de sarampo na Venezuela deixa Roraima em estado de alerta
Segundo a Sesau, 38 casos da doença foram confirmados no país vizinho, deixando regiões próximas em constante vigilância
Por Minervaldo Lopes
Em 12/12/2017 às 01:45
Gerente do NEPNI, Rodrigo Danin, ressalta que Roraima está vigilante sobre os casos de sarampo existentes na Venezuela (Foto: Hione Nunes)

Por conta do surto de sarampo em Bolívar, considerado o maior Estado da Venezuela, Roraima elevou o alerta para uma eventual entrada da doença na fronteira de Pacaraima, localizada na região Norte.

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (Sesau), três alertas epidemiológicos sobre a doença no país vizinho foram emitidos este ano, sendo o último comunicado realizado recentemente pela Coordenadoria Geral de Vigilância em Saúde (CGVS) em conjunto com a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS).

Até o momento, são 38 casos confirmados, colocando as regiões vizinhas em alerta. Com isso, as ações de imunização do Estado já passam a contar com reforço tanto no estoque de vacinas, quanto na montagem de logística para atender a demanda dos municípios, conforme o gerente do Núcleo Estadual do Programa Nacional de Imunização (NEPNI), Rodrigo Danin.

“O Estado já recebeu um certificado internacional de combate ao sarampo, algo que lutamos muito para conseguir, pois não é uma doença fácil de ser combatida, devido à capacidade dela se alastrar com facilidade. Por conta desse problema vivenciado pela Venezuela, emitimos esse alerta, para que as pessoas estejam vigilantes em relação aos riscos, pois o nosso medo é que essa doença volte a circular no país e a gente não quer, de jeito nenhum, que Roraima seja porta de entrada para essa doença”, afirmou.

De acordo com Danin, atualmente Roraima dispõe de 25 mil doses da vacina contra o sarampo, quantitativo que pode aumentar para aproximadamente 50 mil, já que uma nova remessa deverá chegar ao Estado nesta sexta-feira, 15. “Na semana passada, mais precisamente no dia 5, nós tivemos a notificação de um caso suspeito da doença, mas após verificação, essa possibilidade foi descartada, ou seja, o país continua livre do vírus, só que com o risco na fronteira seca que possuímos, com muitos venezuelanos vindos de lá para cá, se não estivermos preparados, corremos um grande risco de ter uma introdução da doença em nosso solo”, frisou.

A vacinação é o único meio de prevenção contra o sarampo. Em pessoas com mais de 29 anos, a necessidade de aplicação de vacina é de única dose. Abaixo disso, a imunização deve ocorrer com duas doses, respeitando um intervalo de 30 dias entre uma aplicação e outra.

Questionado sobre a elaboração de um possível plano de atividades, o gerente do NEPNI informou que as estratégias de imunização ainda estão em fase de acerto, no entanto, perante a situação vivenciada na Venezuela, municípios como Pacaraima e Boa Vista deverão ser os principais alvos das ações no Estado.

“Foi emitido um alerta para a população, no sentido de que as pessoas fiquem vigilantes aos problemas relacionados à proliferação da doença. A vacinação é a única maneira de manter a pessoa imunizada e, nesse sentido, nós temos um planejamento para estarmos promovendo campanhas de vacinação em larga escala, mas ainda não é nada fechado, ou seja, estamos em planejamento, mas já existe uma solicitação do quantitativo para os municípios, seja de doses, vacinadores e transporte para estar levando essas vacinas”, concluiu. (M.L)

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Rildo Lopes disse: Em 12/12/2017 às 10:33:21

"Doenças e violência aumentando e mesmo assim a fronteira continua aberta. Independente de tratado ou não, deve-se priorizar a racionalidade. Enquanto isso aprecem ONGs exigindo punição ao Estado e Município. Mas não atravessam a fronteira para exigir uma atitude ao Presidente Venezuelano. "