REQUINTES DE CRUELDADE
Popular encontra corpo carbonizado com braços e pernas amarrados
Mãe da vítima contou que ele tinha sido ameaçado por ter aparecido em uma foto com um integrante de facção criminosa
Por João Barros
Em 12/10/2018 às 03:00

Passava das 8h de ontem, dia 11, quando um homem deixou os filhos na escola e, no retorno para casa, encontrou um corpo carbonizado, com braços e pernas amarrados. O cadáver ainda tinha resquício de estar queimando, uma vez que saía fumaça. O local do crime é um terreno da Companhia de Águas e Esgotos de Roraima (Caerr), na Lagoa de Estabilização, que fica na esquina da rua da Lagoa com a Travessa da Paz, bairro São Bento, zona oeste da Capital.

O corpo estava envolvido numa cabine telefônica (orelhão), que também ficou totalmente queimada. Sabendo que se tratava de um assassinato, o homem acionou a Polícia Militar, que chamou a Perícia, investigadores da Delegacia-Geral de Homicídios (DGH) e o rabecão do Instituto de Medicina Legal (IML).

Enquanto aguardava a conclusão do trabalho pericial e a remoção do corpo, uma senhora compareceu ao local para informar que seu filho havia saído de casa às 4h e não retornou até aquele momento. Ela disse que foi ao encontro do cadáver depois de algumas imagens serem divulgadas nas redes de compartilhamento de mídias e mensagens, suspeitando que as características eram do filho.

Depois de ser aproximar do corpo e observar tanto as características físicas quando uma sobra de tecido da camisa que estava intacta, ela disse ter quase certeza que se tratava do filho, especialmente porque a camisa era a mesma que ele usava quando saiu de casa, por fim, ela informou para a Polícia que o filho estava sendo ameaçado de morte depois de aparecer em uma foto com um integrante de facção.

Depois que a Perícia terminou o procedimento e o corpo foi removido, os policiais foram até a Delegacia para informar o caso à Polícia Civil, que deve dar prosseguimento às investigações. O corpo foi identificado, por meio de exame odonto-legista, na noite de ontem, quando se confirmou ser Wesley Gabriel Silva Amorim, 23 anos, o filho da dona de casa que fez o reconhecimento prévio. As suspeitas são de que ele tenha sido atraído para fora de casa e depois de ser julgado por uma organização criminosa, foi torturado, morto e queimado. (J.B)

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