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Para relação afetiva não existe fórmula, afirma psicóloga  

Segundo ela a mulher empoderada não gosta de ser enquadrada numa estrutura relacional obrigatória e que os parceiros ou parceiras também devem ter a mesma perspectiva de vida.

As mulheres estão cada vez mais empoderadas, desenvolvendo autossuficiência e fortalecendo a autoestima.

Em matéria nacional recente publicada no portal Uol, especialistas descrevem um novo perfil de mulheres quando o assunto é relacionamento amoroso, será que elas estão mais exigentes e isso dificulta na hora de escolher um parceiro? Esse empoderamento estaria ligado ao movimento feminista?

Para entender melhor o assunto, a reportagem da FolhaWeb  foi conversar com a psicóloga  Thaís Oliveira. Ela explicou que é evidente que as dificuldades são imensas, uma vez que o processo de empoderamento está se consolidando.

“A mulher ainda caminha dentro de uma sociedade machista que a não compreendeu nesse novo momento de evolução feminina, portanto esse caminho ainda está em construção, com fundamentos históricos arraigados dentro da mulher empoderada e dentro da própria sociedade”, detalhou a especialista.  

E quando o assunto é o coração, ela deixa claro: “relação afetiva não existe fórmula pronta ou diretrizes básicas a serem seguidas, o caminho é cada uma buscar conhecer a si mesma e tentar construir uma relação que a deixe feliz e que permita ao parceiro ou parceira também usufruir da felicidade”, acredita Thaís ao destacar que são necessários em todo relacionamento, doses de paciência, companheirismo, cumplicidade e um respeito mútuo da personalidade e do jeito de ser de cada um, pois ninguém é dono ou propriedade de ninguém.

Segundo ela a mulher empoderada não gosta de ser enquadrada numa estrutura relacional obrigatória e que os parceiros ou parceiras também devem ter a mesma perspectiva de vida.

“Caso contrário,  prevalecerá a frustração e a tristeza permanente, mesmo com todo o empoderamento social conquistado. Conciliar é o grande desafio do momento”, aconselhou.

Sobre o assunto a FolhaWeb  também incluiu na conversa, a jornalista Ana Paula Lima. “As mulheres estão sim, cada vez mais independentes. Procuramos nos estabilizar por entendermos que não temos nenhum fator que determine nossa figura dentro da sociedade”, iniciou o discurso.

Ser mulher? “Não quer dizer que eu precise de um marido para me sustentar, posso e tenho condições, como qualquer outro ser humano, de ter minhas conquistas próprias”, considerou a jornalista, ao reforçar que as mulheres já sofreram com todos os tipos de assédio, diminuição no dia a dia e questionamentos, e isso impulsiona a vontade de se conhecer mais e perceber que não está sozinha.