OPERAÇÃO TOVAJAR
PF prende advogada acusada de envolvimento com facção criminosa
Advogada é chamada “gravata” pela organização criminosa
Por Folha Web
Em 23/08/2017 às 10:00

A Polícia Federal em Roraima, em atuação conjunta com a Polícia Militar e Secretaria de Justiça e Cidadania do Estado de Roraima, deflagrou a 2ª fase da Operação Policial Tovajar, na manhã de hoje, 23, com o objetivo de desestruturar a ramificação de uma grande organização criminosa nacional que atua no Estado de Roraima.

Estão sendo cumpridos três mandados de Prisão Preventiva e dois Mandados de Busca e Apreensão em Boa Vista, deferidos pela Justiça do Estado de Roraima após representação em Inquérito Policial.

O inquérito policial aponta que os três investigados integram a organização criminosa. Os três presos estão sendo indiciados e interrogados pelos crimes de organização criminosa e posse irregular de arma de fogo de uso restrito.

A continuidade da investigação policial na Operação Tovajar apontou indícios de que uma presa é a chamada “gravata” pela organização criminosa, advogada* em Roraima que atua financiada e vinculada hierarquicamente à cúpula da organização criminosa nacional que age dentro e fora de presídios.

O inquérito policial aponta também posse ilícita de arma de fogo por dois presos e ameaça da presa a uma detenta do sistema prisional roraimense e seus familiares, a mando da organização criminosa.

As buscas estão sendo realizadas pela Polícia Federal nos domicílios da investigada em Boa Vista/RR, nos bairros Caçari e São Francisco.

Os presos estão sendo conduzidos para a Polícia Federal para interrogatórios e indiciamentos e serão encaminhados à penitenciária onde estarão à disposição da Justiça Estadual de Roraima. As investigações continuam, com análise do material apreendido e apuração do envolvimento de outros integrantes da organização criminosa.

Na primeira fase da Operação Tovajar, em 11/08/2017, foram cumpridos 15 dos 16 Mandados de Prisão expedidos, bem como um envolvido foi preso em flagrante, decorrente de ação conjunta de forças policiais do Estado de Roraima.  

TOVAJAR- significa “inimigo” e também “cunhado” na língua tupi-guarani antiga. Parte da organização criminosa se intitulava “cunhadas”.

OAB-RR- A reportagem da FolhaWeb entrou em contato com a Ordem dos Advogados do Brasil-Seccional Roraima pedindo posicionamento sobre a prisão da advogada, e aguarda retorno.

**A reportagem da FolhaWeb resguardou o nome da advogada e dos outros suspeitos respeitando o artigo 5º da Constituição Federal, que preceitua que "ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória”. O mesmo artigo prevê que são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação.

Matéria completa na edição impressa desta quinta-feira, 24.

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Walter Ferreira disse: Em 23/08/2017 às 14:45:34

"Com relação à nota da FolhaWeb com relação ao sigilo do nome da advogada, só se for ai que prevalce a tal garantia, porque aqui no Piauí, não. Aqui a imprensa tem liberdade."

Leopoldo Rocha disse: Em 23/08/2017 às 12:10:20

"Será se fosse um agente de segurança pública esses direitos seriam preservados? Fica a dúvida!"

RIPA NA XULIPA disse: Em 23/08/2017 às 11:34:04

"Será que essa daí fazia parte da comissão de Direitos Humanos."