ECONOMIA
Ministro diz que é preciso pensar Roraima além do agronegócio
O ministro afirmou que o agronegócio é fundamental, mas é preciso preparar o Estado para outros investimentos
Por Folha Web
Em 22/01/2018 às 01:15
O ministro da Indústria e Comércio Exterior, Marcos Jorge de Lima: “É preciso instalar a ZPE em Boa Vista” (Foto: Diane Sampaio)

Nos últimos anos, o agronegócio tem sido visto por governantes e até pelo setor empresarial, como a principal alternativa de desenvolvimento econômico para Roraima. Porém, a solução para o fim da “economia do contracheque”, pode ser compartilhada com outro setor, o da indústria. 

Em entrevista ao Programa Agenda da Semana, na Rádio Folha AM 1020, no domingo, dia 21, o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Jorge de Lima defendeu a implantação da Zona de Processamento e Exportação para atrair novos mercados e investidores.

O ministro lembrou que a ZPE foi idealizada na gestão de Iradilson Sampaio à frente da Prefeitura de Boa Vista. Ele afirmou que em execução, o projeto já teria proporcionado desenvolvimento do Município e em consequência para o restante do Estado.

“Me parece que ela está em processo de licitação para a contratação da empresa que vai fazer a gestão. Precisamos de um plano efetivo que atraia investidores. Temos que agregar valor as exportações. A posição estratégica do Estado deve ser explorada para termos uma logística mais adequada”, declarou.

Segundo Lima, um passo importante para o desenvolvimento da ZPE é o asfaltamento da rodovia que liga as cidades guianenses de Lethem, na fronteira com o Município de Bonfim no lado brasileiro, e Linden. Essa infraestrutura permitiria melhor logística de exportação para Roraima. “A partir daí, teremos condições deviabilizar a vinda de investidores”, comentou.

Como exemplo, o ministro citou a empresa Brascon, uma entidade que representa as maiores empresas de tecnologia do mundo, entre elas a Microsoft. “Essa empresa demonstrou interesse de investir em Roraima devido ao posicionamento estratégico do Estado. Eles estariam dispostos a atender a região com infraestrutura de tecnologia. O que não permite que eles estejam aqui no momento é o fato da ZPE ainda não estar implantada”, esclareceu.

Quanto ao agronegócio, Marcos Jorge afirmou que a atividade é fundamental, importante e estratégica. “O setor primário será o maior propulsor da economia roraimense, disso não tenho dúvidas. Mas, penso que devemos preparar o Estado para receber investimentos que não dependam da sazonalidade e para termos uma diversificação de investimentos caso alguns dos setores entre em crise”, pontuou.

ENERGIA – Outro fator que impede o desenvolvimento econômico de Roraima é a ligação do Estado ao Sistema Nacional Interligado (SIN) por meio do Linhão de Tucuruí. “O Governo Federal tem boa vontade em ajudar no desenvolvimento do Estado. Prova disso é o investimento em soluções alternativas como energia solar e de biomassa no Sul do Estado, enquanto a problemática do Linhão não se resolve”, disse.

Ministro pretende concorrer a vaga na Assembleia

Ainda durante a entrevista ao Programa Agenda da Semana, Marcos Jorge de Lima, que é filiado ao Partido Republicano Brasileiro (PRB), afirmou que deixará o cargo à disposição do Governo Federal até o mês de março, prazo máximo para desincompatibilização àqueles que desejam disputar as eleições deste ano. Ele pretende concorrer a uma das 24 cadeiras da Assembleia Legislativa de Roraima.

Além disso, afirmou que deverá trabalhar para a eleição de Mecias de Jesus, que pertence à mesma legenda, ao senado federal. “Fui convidado para ser efetivado no cargo de ministro assim que assumi. Entretanto, ponderei que tenho um compromisso com o Estado de Roraima de estar presente durante o período eleitoral e por isso sem condições de ocupar a pasta até o mês dezembro”, declarou.

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