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TRACOMA
Doença transmitida por bactéria pode levar à cegueira
Em caso o paciente apresente algum dos sintomas, ele deve procurar o oftalmologista
Por Raisa Carvalho
Em 08/02/2019 às 10:30
Segundo a oftalmologista Eloisa Klein, o diagnóstico do tracoma é, na maioria dos casos, clínico. (Foto: Arquivo/Folha BV)

Doença causada pela bacteria Chamydia trachomatis, a Tracome é uma doença inflamatória ocular crônica considerada uma das principais causas de cegueira passível de prevenção no mundo. De acordo com a oftalmologista Eloisa Klein, ela está intimamente relacionada à superpopulação e más condições de higiene.

Segundo a especialista, o diagnóstico do tracoma é, na maioria dos casos, clínico. Em raras situações são necessários exames complementares para se chegar à conclusão.

“Os sintomas manifestam-se como uma conjuntivite de duração prolongada, podendo causar secreção, sensação de areia nos olhos, vermelhidão e coceira. Caso não seja tratada, pode causar sequelas maiores” explica a médica.

A transmissão acontece principalmente através do contato com a mosca contaminada, mas pode acontecer por transmissão direta, ou seja, levar as mãos contaminadas aos olhos ou contato com secreções nasais contaminadas.

O tracoma é uma doença inflamatória ocular (Foto: Arquivo/Folha BV)

“As reinfecções são bastante preocupantes e podem levar à cegueira. Pode acontecer uma cicatrização na parte interna das pálpebras levando os cílios a tocar os olhos e com isso machucar os olhos de forma continuada” explica.;

Segundo Eloisa, as crianças são as mais susceptíveis a pegarem a doença. “É possível evitar a contaminação melhorando as condições de higiene. Lavar sempre o rosto, não deixar que moscas pousem nos olhos, não colocar as mãos sujas nos olhos, ter acesso à água potável e saneamento básico, medidas de controle das moscas. A educação sanitária é fundamental” reforça.

Tratamento

A doença é causada pela bactéria Chlamydia trachomatis

Em caso o paciente apresente algum dos sintomas, ele deve procurar o oftalmologista. “Na forma ativa, o tratamento é por meio de antibiótico oral para a pessoa afetada e todos os membros da família que coabitam. Na forma crônica, pode ser necessária cirurgia para tratar as complicações como mau posicionamento dos cílios e pálpebras” explica.

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