FESTA JUNINA E COPA
Corpo de Bombeiros alerta para cuidados com fogos de artifício
Crianças não podem manusear o artifício, assim como pessoas alcoolizadas
Por Pedro Barbosa
Em 14/06/2018 às 07:29
Tenente Daniely: “As crianças são curiosas e sempre vão tentar arranjar jeitos de acender um fogo” (Foto: Nilzete Franco)

A agenda de festividades está cheia neste mês. Passado o dia dos namorados, começam a Copa do Mundo e as festas juninas. Estes dois grandes eventos sempre chamam a atenção para o uso correto de fogos de artifício.

Em épocas como essa, é sempre bom reforçar os cuidados necessários ao brincar com pólvora, para que a festa não se torne uma tragédia. A chefe da Diretoria de Prevenção e Serviços Técnicos do Corpo de Bombeiros Militar, tenente Daniely de Souza Santos, ressaltou que, primeiramente, é importante manter o cuidado em relação às crianças. “Nessa época do ano, principalmente na festa junina, as crianças sempre querem acender um fogo, ou pegar no isqueiro. Mas os pais precisam manter a rigidez, pois as crianças são curiosas e sempre vão tentar arranjar jeitos de acender um fogo”, relatou.

Além disso, a bebida alcoólica também precisa ser moderada para quem pretende manusear os fogos de artifício. “As pessoas começam a beber, ficam empolgadas e logo perdem a noção de direção ou do espaço ideal para soltar fogos. Por isso a recomendação é que se você acabou bebendo demais na animação da festa, procure parar de ficar soltando eles”, explicou.

Sobre os fogos em si, Daniely ressaltou que tentar acender novamente um fogo de artifício após ele ter falhado é um hábito muito comum e precisa ser evitado. “Prefira voltar na loja, diga que o produto não funcionou ou só jogue fora. Mas não tente acender de novo! Em alguns casos, tentar acender de novo com a mão tão perto da pólvora pode ocasionar numa explosão ali mesmo”, afirmou.

E no caso de fagulhas de fogos terem atingido alguma parte do corpo, como o braço ou a perna, é preciso lavar o membro em água corrente. “Não importa se for quente ou gelada, mas precisa ser corrente. Fique com o membro ferido na água corrente e, caso a dor realmente seja grande, procure uma unidade de saúde ou hospital”, esclareceu Daniely.

A chefe da Diretoria de Prevenção e Serviços Técnicos finalizou comentando sobre a importância do próprio clima em que tais materiais são expostos e como eles interferem na prática de soltar fogos.

“Sempre pergunte ao vendedor qual a melhor forma de armazenar, ou se pode. Muitos não podem ficar em ambientes arejados. Pessoalmente, acredito que esse ano teremos menos preocupações com os fogos de artifício, pois estamos com chuvas bem intensas nesse mês. No ano passado, a chuva já tinha dado uma saciada e tivemos casos de fogos que pegaram em galhos e provocaram incêndios. Damos essas recomendações para que a diversão seja mantida, pois é sempre ruim ter um acidente como lembrança de uma comemoração”, concluiu. (P.B)

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