MORAL E SEXUAL
Campanha alerta profissionais da Educação sobre assédio no trabalho
A intenção é prevenir as situações de assédio levando informações sobre como identificar e se defender
Por Ana Gabriela Gomes
Em 08/03/2018 às 01:20
Diretora do Departamento de Mulheres do Sinter, Antônia Vieira: “É uma forma de educar as pessoas e informar, tanto para quem é vítima, como para quem comete o assédio” (Foto: Hione Nunes)

Foram as denúncias recebidas no Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Roraima (Sinter) que motivaram o lançamento da campanha ‘Trabalhadora em Educação: Denuncie o Assédio Moral e Sexual no Trabalho’. A intenção é prevenir as situações de assédio levando informações sobre como identificar e se defender, tendo em vista os danos e doenças que podem comprometer as vítimas com o passar do tempo.

Diferente do assédio sexual, que já tem uma legislação específica, o assédio moral ainda não é considerado crime e, portanto, é mais difícil de ser comprovado. “Na maioria dos casos, a vítima nem sabe identificar que sofreu o assédio. Vamos levando as informações e elas começam a se identificar. A partir daí ela já começa a se defender com comprovações”, explicou a diretora do Departamento de Mulheres do Sinter, Antônia Vieira.

Mesmo sem legislação específica, o assediador pode ser enquadrado administrativamente e civilmente, desde que comprovado o ato. Para tanto, a campanha também visa reforçar as denúncias com provas, a fim de que as políticas públicas sejam alteradas. Podem servir de provas testemunhas, gravações das agressões, filmes de circuito interno de TV e documentos por escrito, com detalhes das humilhações.

Segundo Antônia, a intenção é que a campanha ocorra durante o resto do ano para que o maior número de mulheres seja atendido. Ainda este mês, serão realizadas palestras em quatro escolas, sendo uma no interior e as demais na capital, além de debates e reuniões em órgãos da capital. “O intuito é que as mulheres não se submetam a essas situações, já que podem ser evitadas com informações”, frisou.

Após uma palestra em uma escola da zona Oeste, a diretora contou que várias professoras conversaram com a equipe ao reconhecer o assédio que sofriam e não sabiam. Algumas, inclusive, precisaram passar por tratamento de depressão por não saber lidar com a situação. Para Antônia, é possível evitar que o assédio se transforme em doença a partir de diálogos e observações no ambiente de trabalho.

Em alusão ao Dia Internacional da Mulher, comemorado hoje, 8, o Departamento de Mulheres do Sinter vai realizar uma manifestação a partir das 8h, no Centro Cívico, para protestar contra a reforma da Previdência, o desmonte das políticas para as mulheres, o fim da violência, melhores condições de trabalho e a igualdade entre os gêneros.

ASSÉDIO MORAL - É toda e qualquer conduta abusiva, como gesto, palavras, comprometimento ou atitude, que é contra, por sua repetição ou sistematização, a integridade psíquica ou física de uma pessoa, ameaçando seu emprego ou degradando o clima de trabalho.

ASSÉDIO SEXUAL - Acontece quando há constrangimento de colegas por meio de cantadas e insinuações constantes, com o objetivo de obter vantagens ou favorecimento sexual. (A.G.G)

km disse: Em 08/03/2018 às 09:07:08

"E do que adianta campanha se a justiça não faz nada! fui assediada no meu ultimo emprego,onde o meu chefe me humilhava nem beber aguá eu podia devido eu não corresponder as investidas dele.Então registrei um B.O e dei entrada no "

km disse: Em 08/03/2018 às 08:55:48

"E do que adianta campanha se a justiça não faz nada! fui assediada no meu ultimo emprego,onde o meu chefe me humilhava nem beber aguá eu podia devido eu não corresponder as investidas dele.Então registrei um B.O e dei entrada no processo,chegando o dia da audiência ..............há não deu em nada afinal ele tinha advogado particular e nós mulheres que não temos poder aquisitivo pra pagar um ...tudo saiu na mesma !!!! E eu que tive que me virar só com a depressão que ganhei de brinde."