PIRACEMA
Caminhão do Peixe vai garantir o pescado na Semana Santa
Mesmo com a pesca proibida, Federação das Colônias de Pescadores garantiu que não faltará peixe ao roraimense
Por Luan Guilherme Correia
Em 07/03/2018 às 01:51
Diretor-financeiro da Federação das Colônias de Pescadores do Estado de Roraima, Rafael Pinheiro (Foto: Arquivo/Folha)

O período de defeso, conhecido como Piracema, que proíbe a pesca de peixes nativos em Roraima, começou na quinta-feira da semana passada, 1º de março, e vai até o dia 30 de junho. A pouco menos de um mês da Semana Santa, época em que tradicionalmente se come mais peixes, a venda do alimento no período deve ser restrita aos piscicultores, que devem comercializar o produto por meio do Caminhão do Peixe.

Conforme o diretor-financeiro da Federação das Colônias de Pescadores do Estado de Roraima (FCP-RR), Rafael Pinheiro, a proibição para pesca profissional impede a venda de peixes nativos da Bacia do Rio Branco no período da Piracema. “A não ser que houvesse um frigorífico para estocar o peixe nativo e oferecer o pescado, mas hoje não temos uma estrutura dessas”, disse.

Apesar disso, ele garantiu que não faltará peixe durante a Semana Santa. “A expectativa é que apenas os piscicultores vendam no período. Tem o caminhão de feira do peixe. Esse período se utiliza o caminhão para vender nos locais definidos pela Secretaria Estadual de Agricultura”, explicou.

O Caminhão do Peixe visa promover o fortalecimento da aquicultura no Estado, oferecendo à população pescado a preço acessível. No ano passado, mais de 15 toneladas foram comercializadas. O quilo do tambaqui, espécie mais consumida em Roraima, é vendido a R$ 6,00 no caminhão, a metade do preço de um estabelecimento comercial.

Segundo Rafael, além do tambaqui, outra espécie que costuma ser mais degustada pelo roraimense na Semana Santa é o matrinxã. Ele prevê, no entanto, que os preços devem aumentar. “Com certeza vai encarecer o preço. Temos tambaqui, matrinxã e alguns peixes que virão de Manaus, mas de qualidade inferior”, destacou.

PIRACEMA – Durante o período de defeso apenas a pesca esportiva está liberada, desde que a pessoa tenha a carteirinha de autorização da Fundação Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Femarh). Os pescadores podem pegar até cinco quilos de peixe e mais um exemplar, desde que esteja usando anzol, linha e vara ou anzol e linha de mão.

Já os ribeirinhos, pessoas que moram às margens dos rios, podem pescar para subsistência, ou seja, para consumo. Eles podem pegar até 10 quilos de peixe, desde que seja com anzol, linha e vara ou anzol e linha de mão. (L.G.C)

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