PESQUISA PNAD
Cai renda domiciliar per capita do roraimense, diz IBGE
Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios mostrou que o rendimento médio teve queda de R$ 62,00 entre 2016 e 2017
Por Luan Guilherme Correia
Em 03/03/2018 às 01:25
Economista Fábio Martínez: “Nossa renda continua sendo a mais alta da Região Norte” (Foto: Arquivo/Folha)

A renda domiciliar per capita (por pessoa) do roraimense apresentou queda de -5,8% em 2017, chegando a R$ 1.006,00. São R$ 62,00 a menos que no ano anterior, quando o rendimento médio foi de R$ 1.068,00. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foi a primeira vez em três anos que os valores tiveram redução no Estado.

Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) e são enviados ao Tribunal de Contas da União (TCU) como base à Lei Complementar 143/2013, que estabelece os novos critérios de rateio do Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE).

A renda é calculada entre a divisão do total dos rendimentos domiciliares e o número de moradores. São considerados os rendimentos de trabalho e de outras fontes de todos os moradores, inclusive os classificados como pensionistas, empregados domésticos e parentes dos empregados domésticos.

O economista da Secretaria Estadual de Planejamento (Seplan), Fábio Martínez, explicou que Roraima foi um dos seis Estados que tiveram redução na renda familiar per capita e o único da Região Norte a apresentar queda. “O Amazonas, por exemplo, cresceu mais de 15%, contudo a nossa renda continua sendo a mais alta da Região Norte”, destacou.

Para o especialista, um dos fatores que pode justificar a diminuição no rendimento domiciliar em Roraima foi o aumento no número de desempregados em 2017. “Registramos quase 20 mil pessoas com idade para trabalhar sem renda. Outro fator é o fluxo migratório, porque os estrangeiros se fixam em Roraima procurando emprego, mas não tem”, explicou.

Apesar de preocupante, o economista analisou que a queda não significa que Roraima receberá menos em repasses do FPE. “Se a arrecadação de 2018 for maior do que a de 2017, o excesso disso que ultrapassar a inflação mais 75% do PIB será rateado pelos novos critérios, como a renda domiciliar per capita. Pelo que os dados mostram o Estado necessita de mais recursos”, afirmou. (L.G.C)

Tabela abaixo mostra série histórica da renda per capita de Roraima, que teve início em 2014:

Paulo André Teixeira Migliorin disse: Em 03/03/2018 às 11:33:29

"Vamos para três anos sem correção ou reajuste. Num Estado que vive da economia do contra-cheque, o resultado não poderia ser outro. Plano de saúde, escola, luz, água, gasolina etc... nada parou. Prioridade de pagamento e não de compras. "