TARIFA DE ENERGIA
Aumento de 35% na conta de energia não é justificável, diz economista
Economista Fábio Martinez afirma que, com o reajuste da tarifa, o consumidor irá sofrer com uma redução de renda
Por Folha Web
Em 13/11/2017 às 01:51
Economista Fábio Martinez: “Esse reajuste também será sentido no comércio com aumento no preço dos produtos e serviços” (Foto: Diane Sampaio)

Em entrevista ao programa Agenda da Semana, na Rádio Folha AM 1020, no domingo, dia 12, o economista Fábio Martinez afirmou que o reajuste de 35% na fatura de energia dos roraimenses irá acarretar em uma série de aumentos no comércio que irá atingir não apenas os produtos, mas também o setor de serviços. A consequência disso é uma redução na renda do consumidor, já que uma parcela maior dos ganhos mensais estará comprometida com o pagamento com os as faturas e com os preços reajustados. 

O economista lembrou que a inflação no país está em 3%, ou seja, o reajuste ultrapassa em mais de 10 vezes este percentual. “O primeiro grande impacto será a conta de energia mais cara nas residências. Em seguida, o aumento no preço dos produtos, o comércio se verá obrigado a reajustar os preços para poder arcar com as despesas da conta de energia. Geralmente os produtos escolhidos para sofrer um reajuste são os que compõem a cesta básica, pois o comerciante sabe que apesar do preço, o consumidor será obrigado a comprar”, explicou.

Martinez destacou ainda que, o reajuste veio no momento em que o consumo de energia é maior, no verão. “Neste período o uso de ar condicionado é bem maior. Ou seja, foi bem pensado, pois, mesmo tentando economizar, uma hora ou outra o consumidor não vai resistir ao calor e vai acabar ligando o aparelho”, exemplificou.

Quanto ao percentual do reajuste, ele afirma que não é justificável, uma vez que Roraima é isolado do Sistema Interligado Nacional, já que recebe energia da Venezuela, por meio do Linhão de Guri. “O contrato com a Venezuela é internacional e o pagamento é feito em dólar. A moeda americana está estável e o reajuste não seria justificável neste sentido”, detalhou.

Ele ressaltou que a alegação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) é o custo para a produção de energia nas termelétricas do Estado. “Esse argumento também não é plausível, pois as usinas termelétricas só entram em funcionamento quando o fornecimento em Guri é interrompido. Quando isso acontece, o retorno acontece em menos de 30 minutos”, disse.

POUPAR – Para evitar gastos excessivos com energia, o economista aconselha o consumidor a diminuir o consumo. “Em muitas casas existem mais de um quarto com ar-condicionado, para economizar, o conselho é, se possível, dormirem todos em um mesmo quarto, com um aparelho a menos em funcionamento, a tarifa vem mais barata”, declarou.

Outra dica é lavar as roupas menos vezes por semana e, quando utilizar a máquina, colocar o máximo de roupas possível para evitar que o aparelho seja utilizado mais vezes. “O mesmo conselho vale para passar as roupas.

Quando ligar o ferro, tente passar a maior quantidade possível”, firmou ao também lembrar o consumidor de desligar os aparelhos eletrônicos da tomada. “Mesmo no modo stand-by eles continuam a consumir energia”, concluiu.

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concurseiro disse: Em 13/11/2017 às 09:07:37

"a melhor forma de poupar é ir embora dessa bosta de porcaria chamada brasil. nunca foi país nem será jamais será. porcaria, reino de corrupção, pais de povo covarde que aceita tudo. não me identifico com essa passividade."