Por Opinião
Em 29/11/2017

Reféns de toda espécie de violência - Dolane Patrícia*

Acabar com a violência é desafio de gigantes, afinal, o mundo inteiro está sendo vítima de toda espécie de violência. Acabamos sendo reféns do medo, sem querer sair de casa. Ela está por toda parte, nas ruas, nas reportagens, nos filmes, no trânsito.

Não há como fugir. Antigamente, quando se ligava a TV para assistir ao noticiário, não era como agora, assassinato, violência doméstica, estupros, roubos, arrombamentos...

Certo dia, assistindo a um filme na Sky, imaginando não ser violento, na primeira cena o crânio de um ator voou pelos ares com um disparo de arma de fogo do seu “amigo”. Mudei de canal, passava um desenho animado, um bandido atirava em sua própria cabeça. Sim, você leu certo: “desenho animado”.

No entanto, se querem acabar com a violência, por que criar filmes cada vez mais violentos e fabricar armas de brinquedo cada vez mais avançadas? Foge à lógica crianças brincando de polícia e bandido com armas que parecem reais e, mesmo assim, ainda se perguntam: por que a violência não acaba?

Toda vez que um grave problema aparece, temos uma forte tendência a resolvê-lo tentando exterminar as consequências, e não as causas. Por que não começar desde cedo nas escolas ensinando brincadeiras que não estimulam a violência?

Existe todo tipo de violência, até no futebol, que é paixão nacional. São tantos incidentes que a violência no futebol já é tratada como algo “normal”.

É preciso protestar. A cada ato de violência, a cada menção de aprovação a socos e pontapés, milhares precisam demonstrar sua contrariedade. Só assim estes valentões serão punidos. O fim da brutalidade depende da atitude de cada um. Pode ser que mais uma vez um texto sobre violência no futebol não ajude a resolver o problema. Mas, se pelo menos um dos caros leitores adquirir essa postura de se manifestar sempre contra qualquer ato de violência, seja no trabalho, na conversa com os amigos, familiares ou até mesmo nas redes sociais, já vai valer a pena.

Ademais, o Brasil é um país violento que ainda está atrasado em seu sistema penal. As pessoas que estão presas deveriam estar trabalhando, construindo casas, asfaltando ruas, dando duro para saber que dinheiro não se ganha fácil, mas nosso sistema prisional é arcaico.

A violência muitas vezes nasce dentro de um ser revoltado, que muitas das vezes foi injustiçado e vive num meio conturbado por tantos descasos e discriminações, não apenas étnico, mas principalmente social. Mas isso também não justifica. Conheço pessoas que foram criadas em condições bastante desfavoráveis e hoje são juízes, empresários etc.

Tudo depende da escolha que cada um faz de sua vida. Se vão buscar dinheiro de forma honesta, ou se vão preferir dinheiro fácil, descontar em outros as agressões que sofreram na infância, ou estudar para combatê-las.

As crianças não podem mais brincar nos parques, as pessoas não podem mais sair nas ruas tranquilamente sem medo de serem vítimas dessa violência que assola nossas vidas. Pois, de uma forma ou de outra, somos vítimas de alguma espécie de violência, inclusive psicológica.

Um vereador de um município do Espírito Santo certa vez falou: “É cada vez mais difícil fugir da violência no Brasil e no mundo inteiro, assassinatos, tiroteios, conflitos de traficantes com a polícia, sequestros, assaltos etc... a sociedade brasileira entrou para o grupo das mais violentas do mundo. Esse índice aumenta todo ano, uma das maiores preocupações do governo é mudar hábitos para acabar com esse problema. O mais difícil de entender é saber separar a causa e a consequência que levou tal pessoa a cometer o crime. O ideal seria a população conscientizar-se de que violência não é ação, é reação. Tirando os casos psicológicos, a violência não é cometida sem motivo”.

No entanto, nada justifica um ato violento! Vamos fazer nossa parte e colocar isso nas redes sociais, conscientizar as pessoas a viverem corretamente, a serem honestas, íntegras e fieis a seus princípios, não cometendo qualquer tipo de violência, principalmente psicológica.

Entretanto, o principal problema da violência está ligado ao esfacelamento da família moderna, uma família estruturada é uma sociedade estruturada. Vamos investir na família e na educação, quem sabe poderemos mudar essa realidade em nosso país, começando dentro de nossa própria casa?

*Advogada, juíza arbitral, eleita Personalidade Brasileira e Personalidade da Amazônia, mestranda em Desenvolvimento Regional da Amazônia pela UFRR
Acesse dolanepatricia.com.br/Whats 99111-3740


Vamos revolucionar - Afonso Rodrigues de Oliveira*

“A verdadeira revolução não é a revolução nas ruas, mas na maneira revolucionária de pensar.” (Charles Maurras)

Vamos revolucionar nossa maneira de pensar. Até podemos, mas não devemos ficar parados esperando que as coisas mudem. Nós temos o poder de fazer as revoluções dentro do racional. E não há como revolucionar continuando marchando sobre o mesmo terreno. Isso é coisa de recruta. Que somos recrutas na evolução racional já sabemos, mas vamos nos promover. Vamos fazer o que temos de fazer como deve ser feito. Até podemos, mas não devemos fingir que tudo está no seu devido lugar. Alguém já disse que: “Aquele que fica parado esperando que as coisas melhorem descobrirá, depois, que aquele que não parou está tão adiantado que já não pode ser alcançado”.

Li esse pensamento num quadro, na parede da sala, na residência do Vereador paulistano, Tarcílio Bernado, em São Paulo. E isso foi lá pelo ano de 1953. Era ali que nos encontrávamos, nos fins de semanas, com Jânio Quadros, Auro de Moura Andrade, o Deputado Emílio Carlos e tantos outros atuantes na política brasileira. Foi o Emílio Carlos que me disse, quando o Jânio Quadros gritava contra o Adhemar de Barros: “São Briguinhas comadrescas”, Afonso.

A política sempre viveu e viverá ativa nas briginhas comadrescas. Estas fazem parte dela. Mas é preciso que sejamos, nós, eleitores, suficientemente espertos para separar o joio do trigo. E esperteza aqui não significa bandidagem, mas conhecimento do dever a ser cumprido. Só aí deixaremos de ser o que somos como marionetes e títeres, limitados pelo cabresto da ignorância política. Vamos mudar nosso modo de pensar sobre a política e fazer nosso dever de cidadãos. Só aí deixaremos de ser alheios à nossa força como cidadãos que ainda não somos. Mas precisamos ser para sermos respeitados pelos que são eleitos por nós, como nossos servidores.

Vamos mudar nossa maneira de pensar para que possamos merecer o voto facultativo que é o que vai nos tornar cidadãos de fato e de direito. Porque só com o voto facultativo deixaremos de votar por obrigação, e votar por dever. Mas precisamos no preparar educadamente, para merecer o respeito que os políticos nos devem. Vamos nos educar, já que não nos educam. Vamos nos valorizar e parar de gritar, fazendo nosso dever como ele deve ser feito. Já erramos muito e ainda não aprendemos que quem não aprende com os erros continua errando.

Vamos tirar o Brasil desse lamaçal político em que ele vive, e que por isso vivemos atolados e sem respirar civilizadamente. Façamos a revolução mudando nossa maneira de pensar. Pense nisso.

*Articulista
afonso_rr@hotmail.com
99121-1460

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