Por Opinião
Em 27/01/2018

O VALOR DE TER UM TROCADO - Vera Sábio*

"Quem não valoriza o pouco, nem o muito bastará".

Já foram algumas vezes faladas sobre as condições financeiras, as formas de poupar e o quanto precisamos saber como gastar o que ganhamos. Porém, diante da crise que vivemos, nunca é demais tocar no assunto.

Dizem que felicidade e paz não dependem de grana; triste e trágica ilusão. Afinal, sem dinheiro e política, ninguém vive, quanto mais sobrevive. Até para morrer, precisamos poupar.

"Não importa muito o quanto se ganha. Mas é indispensável controlar o quanto se gasta".

Meu pai, um senhor que só fez o primário, filho de pais analfabetos, mas muito honesto e correto em seus cálculos, ensinou-me desde bem pequena que nunca deveria voltar das compras, das festas ou de qualquer local, sem ter um troco na bolsa ou no bolso.

Meu pai, mesmo prestes a fazer seus 82 anos, tem sempre em mãos uma caderneta de anotações, onde anota até hoje tudo o que gasta e o que ganha, jamais permitindo gastar mais do que tem.

Para exemplificar o troco que eu deveria trazer à casa, meu pai dizia que: imagina se eu tivesse uma dor de barriga no meio da noite e precisasse de um remédio, de ir ao médico, de algum recurso para me livrar do incômodo, que ruim seria se não tivesse um trocado sequer?

Assim como o troco que precisava ter em mãos, meu pai sempre me fez, antes de pagar os gastos do mês, ter uma quantia, mesmo pequena, mas fixa para guardar. Com isto já precisava fazer as contas do que gastaria, sem mexer com o que guardaria, nem que para isto, acabasse comprando menos do que gostaria.

Estes ensinamentos vindos de uma pessoa simples, todavia organizada, comprova que: não é necessário deixar as contas chegarem a um estado sem controle, tornarem-se uma bola de neve, para depois querer resolver com muitas perdas e desgastes.

Ao contrário, se desde criança, a pessoa for preparada para ter uma visão menos ambiciosa e mais pé no chão, tendo limites e entendendo desde cedo, o que pode e o que não pode, e o que talvez um dia possa, mas primeiro terá que juntar.

Assim, esta pessoa conseguirá na velhice ter uma vida tranquila e em paz, o que com certeza, lhe trará felicidades.

Aproveite o começo do ano para fazer todos os dias uma retrospectiva, nem que seja de alguns minutos, antes de dormir. Agradeça a Deus pelo dia e analise o que acertou e o que foi imprudente e precisa consertar e modificar no dia seguinte. Aí sim, quando chegar ao final do ano terá um saldo positivo, com mais sucesso, melhores conquistas: pessoal, social, profissional e financeiramente.

*Psicóloga, palestrante, servidora pública, escritora, esposa, mãe, e cega com grande visão interna.
CRP: 20/04509
E-mail vera.sabio@tjrr.jus.br


INÍCIO DO ANO LETIVO - Marcelo Uchôa Gomes*

Mais um ano letivo vai iniciar. Correr para comprar o material escolar: caderno da moda, canetas coloridas, lápis, borracha, mochila, estojo, isso, aquilo... Nossa! Quanto custo. Tudo isso antes de começar a tormenta. Os filhos: Oba! Uma alegria só. Começa a ansiedade das crianças em saber: em qual sala estou? Quem será que vai ficar na mesma sala? Quem são os professores? Será que a escola é boa? Isso é para os novatos. Dúvidas e mais dúvidas. Já os pais: vai começar o tormento de acordar cedo, de chamar para tomar banho, café, sair nas pressas... Ufa! Quanta preocupação. Embora tenha que se reprogramar a rotina da casa, do trabalho com a escola dos filhos. Agora vamos começar a correr para pegar os filhos na escola na hora programada, para não perder o almoço, a hora de voltar para o trabalho, para os pais que trabalham os dois horários. Depois vem a primeira semana de aula e logo em seguida dá uma parada para o Carnaval, embora tenha que acontecer a comemoração na escola, mas, logo vêm as exigências dos filhos em quererem participar fantasiados – isso para as crianças do fundamental I, escolas que tem apenas do 1º ao 5º ano, escolas da prefeitura ou particulares. O Carnaval cairá este ano no dia 13 de fevereiro, feriado, o primeiro de muitos, mas, o festejo acontecerá na sexta-feira nas escolas, levando os pais à loucura de correr pra cá, pra lá. Para aqueles que estudam no horário matutino, geralmente a festa, ou melhor, o acontecimento ocorre por volta das 10h, e para os do horário vespertino ocorre por volta das 17h, isso fazendo com que os pais comecem a reclamar das escolas, por causa do horário e filho, por sua vez, exige a presença dos pais. Vai começa a guerra. As escolas se preparam, todos os anos, com projetos voltados para esse tipo de atividade chamada de “Extra Classe”. Os professores recebem orientações para trabalhar com essas situações adversas. Embora muitos pais não saibam como funciona e não terem conhecimentos sobre os projetos desenvolvidos pelas escolas e nem gostarem desses tipos de atividades, devidos suas religiões, mas faz parte do currículo da escola. Tendo ou não a aprovação dos pais, a escola tem que desenvolver porque faz parte do calendário que a Secretaria de Educação encaminha a todas as escolas. As escolas desenvolvem de acordo com o aprendizado dos alunos, dentro de suas disciplinas e estudos, como sugestão de atividades relacionadas ao Carnaval para o ensino fundamental I, na disciplina de língua portuguesa, história e arte, o professor deverá ser criativo e explorar com os alunos os enredos de algumas escolas de samba.

Geralmente, eles contam uma história. Nessa hora, o professor deverá ajudar os alunos a estabelecer relações com o que é dito na música e a realidade, na matemática usar a estatística, porcentagem de índice de violência, bebida alcoólica e uso de drogas, dados fornecidos no ano anterior pela Secretaria de Segurança para fins de estudos e aprendizagens das escolas, junto com os alunos para que isso não aumente, nas disciplinas de arte, geografia e educação física, os professores deverão trabalhar como é festejado o Carnaval em várias cidades como Recife, Olinda, Manaus, e em Boa Vista, explorando o conhecimento de que outros carnavais existem no mundo? Levar os alunos a executar pesquisas de um carnaval específico, para ganhar mais conhecimentos, como Veneza, Recife, Olinda, Rio de Janeiro e etc., apresentar as pesquisas para os colegas, comunidade e público em geral, utilizando músicas, danças, adereços e fantasias de acordo com o carnaval do local pesquisado. Isso irá deixar a comemoração e enriquecer o conhecimento das crianças, utilizando mapas para a localização de estados e países. Nesse momento entra a disciplina de história, onde o aluno irá aprender a ter noção de que existem outros locais que deverão ser explorados e muitas das vezes tem aquele que já conhece e poderá trocar conhecimentos incentivando os colegas a pesquisar a história do carnaval e estabelecer um paralelo entre as antigas brincadeiras de rua e a comemoração atual, e no ensino religioso se caso houver em certas escolas, buscar saber o significado do nome Carnaval, desde sua origem, onde está relacionado à permissividade. Pedir que os alunos pesquisem os eventos desde a antiguidade, até a modernidade. Aliás, esse aspecto é bastante curioso, pois a festa sempre foi malvista pela sociedade tradicional e por organizações religiosas. Alguns jovens e adultos, empolgados com esse significado do evento, acreditam que é hora de libertar as fantasias, se despojar da censura e se entregar ao sexo sem compromisso e sem consequências. O resultado para quem não pratica sexo seguro: doenças sexualmente transmissíveis e gravidez indesejada. Desde o início deverá ser trabalhado todas as formas e trejeitos dessas festas e porque acontecem sempre nessas épocas. Muitos pais não possuem essas informações e rejeitam esses conhecimentos aos seus filhos. A criança precisa desses conhecimentos desde o início. Há aqueles que dizem que o ano letivo só começa depois do Carnaval, pode até ser, mas, os conhecimentos escolares não esperam para serem explorados pelos filhos, estão e estarão à disposição deles desde o início do ano letivo. Então, vamos à luta e na busca desses conhecimentos que estão à espera. Que o ano letivo escolar comece.

*Professor


Pense nisso - Afonso Rodrigues de Oliveira*

“O maior tributo do ser humano não é a inteligência, mas a vontade. O mundo está cheio de pessoas inteligentes que não conseguem desenvolver o seu potencial.” (Luiz A. Martins)

Já me sentei aqui, várias vezes, para falar de pessoas notáveis, de Boa Vista, que são verdadeiros exemplos de grandes pensadores. Pessoas das quais me orgulho muito. Algumas nem mesmo me conhecem, nem sabem o quanto as admiro. Mas meu espaço, aqui, é restrito e não me arrisco. Mas irei falar deles brevemente, porque eles são verdadeiros exemplos do que devemos seguir para a realização. Porque só os vencedores realizam. E para realizar é preciso pensar. E pensar não é divagar.

Os vencedores são pessoas valentes que não brigam. Elas lutam pelo que querem seguindo seus pensamentos. E sabem que nunca alcançarão seus objetivos com pensamentos negativos. Faz muitos anos que falei por aqui, do tempo em que eu viajava de trem, para o trabalho. Todos os dias, enquanto esperávamos o trem, na plataforma da estação, aquele garotão estava ali, falando pra dedéu. Eu já tinha experiência para saber que a fala daquele garoto não o levaria muito longe. Não sei qual foi o futuro dele, mas nunca esqueci a maneira de ele se expressar sobre seus sonhos, que eram tímidos.

Não importa se seus sonhos são fortes ou fracos. O que importa é que você os alimente com pensamentos positivos, sempre dirigidos ao seu subconsciente. Porque é assim que falamos com ele. Muitos dos grandes vencedores nem mesmo sabiam que estava mandando a mensagem ao subconsciente quando estavam pensando. Mas mandaram e foram atendidos. Todos os grandes vencedores de Roraima nos servem como exemplo. Mas estou falando dos vencedores, e não dos que pensam que são o que na verdade, só pensam que são. Meu velho amigo, que já não está mais entre nós, Moisés Hause, (Assim mesmo, com A), sempre dizia: “O exemplo sempre será a melhor didática”.

Nunca procure imitar alguém. Somos todos iguais nas diferenças. Procure sempre seguir os exemplos, mas caminhando pelas suas veredas, mesmo que elas sejam ínvias. Seus resultados vão depender de suas ações e não das ações de quem você quer imitar. Quando o campo está minado, para atravessá-lo devemos procurar pisar sobre as pegadas dos que já o atravessaram. E isso não é imitar, mas seguir os passos. E é seguindo os exemplos dos que venceram que certamente venceremos.

Valorize-se enriquecendo os seus pensamentos. Alguém já disse que ninguém será rico pensando como pobre, nem permanecerá pobre, pensando como rico. E ser rico não é nadar nos bens materiais. É usá-los com, e na racionalidade. Pense nisso.

*Articulista
afonso_rr@hotmail.com
99121-1460

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